Um beijo. Um sorriso. O café na mesa-de-cabeceira.
Pássaros, raios de sol que chegam à cama.
Sim, era isto. Tudo isto. O dia que começa, calmo e preguiçoso,
as noites que se prolongam, ternas e saborosas. Projectos que
arrancam e sonhos que se realizam. Mão na mão, olhos nos olhos.
Sem passado, só futuro. Sem segredos. Só certezas.
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Je te promets le sel au baiser de ma bouche |
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Je te promets la clé des secrets de mon âme |
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J'y crois comme à la terre, j'y crois comme au soleil |
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Je te promets des jours tout bleus comme tes veines |
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Je te promets mes bras pour porter tes angoisses |
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J'y crois comme à la terre, j'y crois comme au soleil |
| Et meme si c'est pas vrai, si on te l'a trop fait
Si les mots sont usés, comme écrits à la craie |
| Et meme si c'est pas vrai, meme si je mens
Si les mots sont usés, légers comme du vent |
| Je te promets le sel au baiser de ma bouche
Je te promets le miel à ma main qui te touche |
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Je te promets des rêves au bout de nos doigts |
a nossa, a mais pequena, aquela lá de casa,
daquela casa maravilhosa, onde eu queria,
como eu queria e tudo e tudo, sim, essa,
a (im)perfeita e maravilhosa família que nós somos
porque é isso que somos, uma FAMÍLIA.
A vida é ou não é perfeita?! Claro que é!
Even if I sometimes tremble...I'll never fall.
A família são aquelas pessoas que fazem 600 km num dia para, simplesmente, estar. Que se sentam e sorriem, que não se queixam do calor, procuram a sombra. Que fazem uma escandaleira porque alguém pediu uma mini e depois pedem médias… para todos. Não resmungam que lhes doem os pés, descalçam-se ou trocam de sapatos. São os que se sujam na relva antes das fotografias. Que se atrasam e se perdem. Mas chegam.
Aceitam os nossos defeitos, o nosso (por vezes) mau feitio, não deixam que uma birra estrague uma festa nem que um copo derramado para cima de um vestido seja uma tragédia-em-vários-actos representada “ de borla” no meio do restaurante. Riem-se uns dos outros, riem-se uns com os outros. Estão juntos.
Aceitam as nossas pessoas, aquelas a quem dedicamos parte dos nossos afectos. Sorriem e falam com elas. Não fazem perguntas inconvenientes, não intimidam e sobretudo não excluem. Aceitam e avaliam com calma. E se nos vêm sorrir sorriem connosco e depois despedem-se, felizes e cansadas, e passam a incluir nas lembranças diárias um beijo para quem nós amamos e nos faz bem.
A minha família não é perfeita. Rimos e falamos alto e gritamos uns com os outros. Contamos histórias que nos deixam embaraçados, lembramos momentos de risos e gargalhadas e parece por vezes que estamos numa verdadeira guerra MAS, quer chova ou faça sol, com mais ou menos cansaço, nenhum membro desta família, de linhagem e de afectos estará jamais sozinho. Por estrada, por água ou por mar, haverá sempre um caminho.
Não é um Baptizado, que se festeja ou uma comunhão.
Festeja-se apenas a ocasião. A oportunidade de estarmos todos juntos e o haver sempre sempre pretextos para o fazer. E sorrir. Ficar cansados! E sentir saudades. E recomeçar!
A minha família é louca. Mas ainda bem. Assim estou sempre enquadrada e, da loucura à felicidade vai sempre a mesma distância, a de um sorriso, e um passo de dança…
OBRIGADA
... do bairro
... da cidade
... do momento
...perdidos no Tempo
...diários
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
[...]
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou em mim
Conheço-me e não sou eu.
Fernando Pessoa
***
Disfarça em cada olhar
Quanto aprecia um carinho
Em cada passo altivo
Nunca assume que quer mimo
Enrosca-se dengosamente
Como se fosse favor
Deixar que lhe façam festas
Ou que lhe falem de amor
Ronrona para não miar
De como lhe sabe bem
Um colo, um abraço
Sabendo a sorte que tem
De sorriso misterioso
Mostra as garras à invasão
Assanha-se, presunçoso
Não suporta ouvir um não
Ainda que cativado
Um dia pode partir
Na memória cada traço
De tudo o que o fez sorrir
Sempre querendo mais mundo
nunca se satisfaz
e de um momento profundo
faz do prazer sua paz
Os olhos fecha atrevido
Nunca mostrando o que sente
Adivinha o que digo
Gato tem alma de gente
***
The cat went here and there
And the moon spun round like a top,
And the nearest kin of the moon,
The creeping cat, looked up.
Black Minnaloushe stared at the moon,
For, wander and wail as he would,
The pure cold light in the sky
Troubled his animal blood.
Minnaloushe runs in the grass
Lifting his delicate feet.
Do you dance, Minnaloushe, do you dance?
When two close kindred meet.
What better than call a dance?
Maybe the moon may learn,
Tired of that courtly fashion,
A new dance turn.
Minnaloushe creeps through the grass
From moonlit place to place,
The sacred moon overhead
Has taken a new phase.
Does Minnaloushe know that his pupils
Will pass from change to change,
And that from round to crescent,
From crescent to round they range?
Minnaloushe creeps through the grass
Alone, important and wise,
And lifts to the changing moon
His changing eyes.
William Butler Yeats
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