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Entre tu(do) e nada

por Lazy Cat, em 24.09.07

 

 

Entre o teu nada e o meu nada

Aparece de repente um tudo

Feito de mágoa e de doer profundo.

 

Entre o teu nada e o meu nada

Ruge feroz um grito mudo

Feito da tua espada e do meu escudo

 

Entre o teu nada e o meu nada,

Anda muito devagar o tempo

Que a esta guerra-fria dá sustento

 

Entre o teu nada e o meu nada

Esquecemos que fomos uno

De olhos postos no mesmo futuro

 

Entre o teu nada e o meu nada

Há milhões de estrelas caídas

Entre retalhos das nossas vidas

 

Entre o teu nada e o meu nada

E tudo o que os medeia

Morre uma pálida e gasta ideia

 

Entre o teu nada e o meu nada

Desvanece o que fomos

Esfumam-se devagar os sonhos

 

Entre o teu nada e o meu nada                                                        

Já não existe uma estrada

Apenas um rio de água gelada

 

Entre o teu nada e o meu nada

Vivem apenas segredos

Velhos recados, eternos medos

 

Entre o teu tudo e o meu tudo

Com ar de nada

Demos o nosso melhor ao mundo

 

publicado às 23:23

Promessas de tudo, certezas de nada

por Lazy Cat, em 24.09.07

 

 

 

Do nada. Para esta erva verdejante.

Abraçada ao vento,

brinco às escondidas com os raios da lua.

 

 Ao longe ouve-se o ruído

de gente que dispersa, afastando-se

pelas ruas, de gargalhadas ainda sonoras, 

apesar do  cansaço e do adiantado da hora.

 

Restam neste cenário de conto de fadas,

algumas serpentinas e candeias acesas,

e velas já pequeninas, espalhadas pelas mesas.

 

A orquestra ainda toca,

ou será o rio,

que corre devagar,

largo e calmo brilho fugidio?

 

As árvores murmuram, por cima da minha cabeça,

balançam devagar os ramos, sorrindo ao vento,

que as embala neste contentamento.

 

Sinto as gotas de orvalho,

que caem lentamente,

para não apagar o cenário.

 

De novo os violinos, que convidam a dançar,

e um barco que me espera, num doce balançar,

atrevo-me a pisá-lo, a largar amarras,

a fechar os olhos e recordar…

 

outros sons e gargalhadas,

outro rio de gôndolas encantadas,

passeando preguiçosas

casais de innamorati,

promessas de tudo, certezas de nada…

 

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publicado às 01:42


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