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Dias sem tempo

por Lazy Cat, em 18.11.07

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Desce a rua sem pressas, de vestido azul num entardecer de promessas. O vento no cabelo e um sorriso nos lábios. Um raio de sol perdido pendurado no olhar, desce a rua sem pressas, parece planar. Na mão um livro antigo, a capa já debota de tanto ser lido, passa sem nada ver, pelas janelas, não tem idade é bela. 

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Sabe que a espera com um sorriso, encostado ao banco, de olhar lascivo. Sabe que lhe contará segredos, entre areia branca e negros rochedos.  Traz estórias de viagens, de cores diferentes, noutras paragens.  E que depois lhe dirá até breve, como sempre foi, como se deve.

Nunca lhe dirá adeus, nunca lhe dirá até já. O tempo não existe. Nesta praia, ontem é já.

Gosta de a esperar assim, a observar a encosta, a vê-la sorrir. O vento acaricia-lhe a pele, numa dança sem fim. Traz nas malas presentes, de canela e jasmim, traz cores e imagens de cidades e jardins. Nos olhos os instantes que o trazem de volta aqui. 

Leva sabor a saudade nos beijos, e o último raio de sol no cabelo, leva na mão o livro que ela lia, um lenço às flores, uma caixa vazia. Leva no rosto as marcas de um sorriso, que não soube encontrar quando era preciso. Deixa na praia um banco a chorar, um dia sem tempo, um tempo de amar. 

 

 

 

 

 

 

publicado às 23:58

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por Lazy Cat, em 18.11.07

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No lento despertar que o teu calor procura,

em que os sonhos se calam e fala a ternura,

no sorriso calado, que diz tanta diabrura,

no segredo do gesto causador de loucura,

a meio da noite, em madrugada frescura,

centelha de fogo que só arde e não cura…

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publicado às 05:00


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