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;-)

por Lazy Cat, em 07.02.08

 

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Na loucura dos dias que nos fogem entre os dedos

É em ti que procuro aconchego.

Nas frias madrugadas em que o vento sopra raivoso

É em ti que me encontro de novo

Nas noites em claro, nas tardes de grande escuridão

É em ti que procuro carinho e atenção

Na incerteza da vida que corre mesmo sem direcção

É em ti que procuro protecção

 

 

Na loucura dos tempos que escondem em segredos

É em mim que saras a alma de medos

Nas noites passadas em claro e de olhos abertos

É no meu olhar que sabes estar certo

Nas manhãs preguiçosas ao sol doce de Inverno

É de mim que procuras um abraço terno

Na incerteza que por vezes te atrapalha e ata as mãos

É no mapa de mim que lês a direcção.

 

Fio, nó, laço.

Desafio e abraço.

 

 

 

 

publicado às 18:38

Existem dias assim

por Lazy Cat, em 07.02.08

 

Porque é tão mais fácil deixar-se cair, porque nos atrai e não lhe queremos resistir porque depois de tocar no fundo não se pode descer mais e não há batalhas lutas ou guerras que nos façam procurar cais. Porque no fundo o abismo é reconfortante, como uma doce loucura que nos embala, que nos abraça e aperta e nos enlaça em memórias de certeza incerta e em ritmos de melancolia, a que o tempo lá fora responde e se alia. 

 

Existem dias assim, em crescendo no tempo, que nos fazem sentir insignificantes e pequenos em face de nós próprios, em que nos julgamos sem atenuantes e nos condenamos sem dó. E assim ocupamos todos os lugares vazios com fragmentos de histórias, de memórias, com restos de fotografias, tiradas a um futuro sonhado a cores que se fundem, e se transformam agora em imagens que confundem.

 

E nesta profunda desordem, fechamos a porta, para que não se veja que a vida vai torta, que o sol já não chega para secar os estragos e aquecer vontades e vivemos dias sem fim com demasiadas horas para o que sobra de nós e apenas querendo chegar ao fim, daquele hora, daquele dia, daquele lugar e daquela história. Fechar os olhos e adormecer. Deixar de saber. Deixar de querer e de recordar. Evitar sonhar.

 

E repousamos, no fundo desse abismo infinito, entre dias que passam e  vozes que gritam. E nestes dias em que nos pedem e roubam muito mais do que temos em nós, voltamos a sentir-nos vazios e sós. Vazios. Sentir. Voltamos a sentir. Primeiro um raio de sol. Depois as gotas de chuva. Entre vagas repetidas e correntes de espinhos, voltamos ao caminho. A uma mão que se estende, nos aperta e nos puxa, nos senta no alpendre, de cara para a vida, como um filme que passa, numa tela longínqua, desfocada, mas brilhante e convidativa…e estamos a um passo.

 

A um passo de viver ou deixar-nos levar pela vida.

 

publicado às 00:01


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