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ruInas

por Lazy Cat, em 29.01.08

 

 

Ruíram os muros, deixando ver carcaças de edifícios esventrados. Alamedas que já tinham sido, bordadas de esqueletos de árvores petrificadas. Por todo o lado destruição. Casas feitas apenas de fachadas, paredes carcomidas e janelas a custo imaginadas. Cinzas pesadas e escuras cobrem tudo o que a vista alcança, aqui e ali vestígios de partes de um brinquedo de criança.

 

Nesta terra de ninguém feita de fuligem e pedra, a hera deixou de se agarrar às paredes para se fundir nela, a luz deixou de ter brilho, paira levemente baça, e apenas se sente no ar ausência e vazio, como uma espada que nos trespassa. Não há sons, a vida partiu para outras paragens, o que dela restava, farrapos envoltos em fantasmas. Resta no meio do outrora parque, brilhante e singela, uma flor, insultantemente bela!

 

 

 

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publicado às 22:00


18 comentários

De ______ a 29.01.2008 às 22:53

Não gosto deste texto
Não gosto da sensação das palavras
Não gosto da perturbação que me invadiu com a música
Não gosto de ver este blog assim
Não gosto da cor do texto
Não suporto a imagem
Detesto a musica

Vou-me embora. Avise quando a Lazy Cat voltar… que pelos vistos 'tamos de Chat Noir…

Nota: Fiquei a chorar... coisa q sabes q n acontece! Por isso, ruínas mesmo para este despertar a q me obrigaste.........

Kaput!!

De Lazy Cat a 29.01.2008 às 23:40

das duas uma....ou o texto é bom, ou....
pois!


De V.A.D. a 30.01.2008 às 01:18

Vi, há algum tempo, um documentário sobre Hiroshima e, à medida que lia o teu magnífico texto, as imagens iam-se formando na minha mente, revividas e revistas, ensombrando de cinza escura a paz do meu espírito...

Desejo-te uma noite sem bombas, feita de imagens em flor...

Um beijo... :-)

De Lazy Cat a 30.01.2008 às 22:45

Nada de bombas. Apenas aromas de calmaria, e lenha que arde na noite fria.

Sonhos de vida!


Beijo

De Frágil a 30.01.2008 às 08:37

Hello...

Só pa deixar jinho...


Bêjuuuu

De Lazy Cat a 30.01.2008 às 22:45

B ê J u ......

De Carlos Lopes a 30.01.2008 às 09:26

Não ligues à Ki, o texto é óptimo. Que belas ruínas, gata.

De ______ a 30.01.2008 às 12:41

Oh Senhor Carlos tá a ver a Lista de Schindler? Pois... E os fantasmas da vida que n enfrentamos e qd percebemos que tanto tempo perdemos para rien de tout? Pois.

Não reafirmo o meu não gostar... mas a gata um dia chega ao Tramp e vê um texto assim que a vai arruinar e depois que não se venha queixar.

Ela entendeu que gosto de ver o telhado colorido e que não era uma crítica ao texto escrito mas não gosto mesmo, perturbou-me e esta música? OSm off livra!!

Mas quando a Lazy Cat voltar e a sombra Chat Noir não pairar eu voltarei sorrindo para a mimar.

Quanto a si Carlos: I beg your pardon!!

De Carlos Lopes a 30.01.2008 às 18:33

Ki: está perdoada;-)

Mas gosto da tristeza de certos textos e das derrocadas que certos textos provocam am nós. Ajudam-nos a cair para nos erguermos mais direitos. E gosto da gata, gosto muito da gata, pronto, já confessei. ;-)

De ______ a 30.01.2008 às 20:22

Pronto já confessou, mas eu tb já sabia. E eu também gosto muito dela, e … acho que ela também gosta muito dela própria. :)

De Lazy Cat a 30.01.2008 às 23:00

Pronto, confesso que tb gosto muito de mim!
Acabaram-se as confissões, pedidos de perdão e afins? Ok.

Ki, gosto quase tanto de mim como gosto de ti! LOL
Carlos.... confissões num blog publico....ai! enfim...

Hoje não há beijos. Ficam todos para mim!


De Carlos Lopes a 31.01.2008 às 10:22

Gata: já que estamos num blog público, e para que conste, nós nem nos conhecemos, não é verdade? ;-) Mas que gosto de vir aqui ao teu cantinho, lá isso gosto.

De Lazy Cat a 31.01.2008 às 12:44

É? Ainda bem, eu também gosto de te saber por aqui.

:-)


De O Arabe a 30.01.2008 às 16:17

E é assim que muitas vezes acontece dentro de nós. Felizmente, aflor persite em brotar... ;)

De Lazy Cat a 31.01.2008 às 00:41

...sempre! no mais adverso dos cenários!

De **** a 30.01.2008 às 16:20

"aqui e ali vestígios de partes de um brinquedo de criança"- o que de bom nos podem trazer as ruinas são as lembranças de momentos aureos. Entre nunca ter tido uma cidade erguida e ter, mesmo que muito tempo passado, apreciado a sua beleza que se esvaiu é sempre melhor a sua hipótese - mesmo que seja mais doloroso o sentimento de perda.
Quando olhamos os escombros de algo devemos limitar-nos a pensar como seriam antes e construir uma nova cidade noutro local, tendo sempre as ruinas como memorial dos erros que nunca deveremos repetir.

Gostei do texto porque me acabou por arrepiar, quase por me fazer sentir o frio dessas ruinas.

Beijos,
e que a flor deixe de ser "insultantemente bela" para se enquadrar naturalmente na beleza de outras que a cercarão

Sophia

De Viajante a 31.01.2008 às 13:44

Sugere imagens de guerra... imagens pouco belas, mas muito reais. Está mesmo muito bem escrito, uma descrição aprimorada ao ponto de se poder visualizar o cenário.

Um beijo viajante...

De Viajante a 31.01.2008 às 13:45

Esqueci-me!

Mesmo no meio do caos, do feio, do terrível...

...surge sempre uma flor insultantemente BELA!

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