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Verão

por Lazy Cat, em 06.08.08

 

 

 

 

 

 

 

 

Lá ao longe ouvia-se a fúria mansa do mar.  Os pneus pisavam as folhas que se desfaziam em pequenos gemidos e estalidos roucos. Corria uma brisa leve, apenas suficiente para refrescar o fim do dia de verão.

Ela tirou do carro um tapete fino que estendeu entre as árvores. Mediu as distâncias e mais uma vez verificou que ninguém os veria. Tirou-o do carro, de olhos vendados, despiu-lhe a roupa e dobrou-a cuidadosamente, guardando-a no carro.

Maravilhou-se mais uma vez com a firmeza daquele corpo, com a cor levemente dourada do sol, com o cheiro dele. Não conseguiu fugir à respiração acelerada dele, nem evitar que a sua se entrecortasse também.

Abriu-lhe os braços, palmas viradas para cima, afastou-lhe ligeiramente as pernas, passou-lhes os dedos levemente pelas costas, enquanto escolhia um ramo de pinheiro caído com o olhar...

 

 

 

 

 

 

Mais? Querem mais?    Escrevam....

 

 

 

 

 

publicado às 17:00


19 comentários

De KI a 06.08.2008 às 17:30

logo escrevo (saudades de escrever...)

afinal ja tinhas andado de trapézio


sugestão a minha paixão de momento:

Violet Hill - coldplay

Je t'adore


p.s. - peço desculpa ao monarca de hj ter comentado primeiro q ele....lol

De KI a 06.08.2008 às 23:29

pelo que li só posso dizer que neste reinado não me meto que não quero ser bobo da corte


(mas assisto atentamente)

De D. João I a 06.08.2008 às 21:07

Pegou no ramo de Pinheiro e disse-lhe:
- Agora não te mexes!
Começou por lhe passar o ramo no pescoço provocando-lhe primeiro algumas cócegas seguidas de um prazer que a levou a suspirar
Devagar foi passando com o pequeno ramo de pinheiro pelas costas daquela mulher que ali estava a sua mercê.
Foi passeando aquele ramo pelas alvas costas, alternando com os braços e as palmas das mãos.
Como ela desejava que além das costas pudesse sentir aquela sensação nas suas nádegas. Ele, deliciado e sabendo o adivinhando os pensamentos daquela mulher, sempre que chegava à altura da cintura reiniciava o passeio em sentido inverso, em direcção aquela nuca que ali se prostrava.
Ela suspirava e ele sentiu que chegara o momento de explorar outras partes daquele corpo.
Deslizando naquele corpo que se lhe apresentava como perfeito passou as nádegas sem lhe tocar, tomando de assalto as coxas perfeitas que lhe eram servidas.
Demoradamente passou o ramo do pinheiro, deixando por vezes que além do suave deslizar das agulhas do ramo, também estas tocassem o corpo de modo a que se sentisse que de agulhas se tratava.
Quando o alvo passou a ser o interior das pernas os suspiros dela ganharam noiva cadência. Agora sentia o toque e logo sentia que ele lhe tirava esse prazer para de novo o retomar.
Sentia agora que ele se dirigia para os seu tornozelos, não obstante o seu corpo pedir mais atenção para além das suas pernas.
Ela sentia que estava ali, a ser usada. O objecto em que se tornara era ao mesmo tempo um centro de atenções onde ele se focava para que o prazer dela fosse crescendo e o desejo transbordando.
Que mais teria ele reservado para ela?
Sentiu que ele se levantava. Uma vez que ele a tinha privado da visão não sabia exactamente o que se estava a passar.
Silêncio.
Sentia que ele estava a mexer-se mas não sabia o que se estava a passar.
Ouvia o barulho das folhas a serem pisadas. Depreendeu que ele se mexia, mas o que estaria a fazer?
Ele pegou-lhe nas mãos e juntou-as nas suas costas. Depois sentiu que algo lhe juntava os pulsos. Algo a estava a prender. Sentiu uma fivela. Ele estava a utilizar o seu cinto para imobilizar as suas mãos. Manteve-se quieta e calada.
Sentiu apertar. Se era essa a sua vontade, pois então que assim fosse.
Sentiu-o novamente a afastar-se do seu corpo.
Desta vez o alvo eram os tornozelos. Onde ainda há pouco passeava um ramo de pinheiro, agora sentia algo parecido a uma corda.
Desta vez a corda prendia um tornozelo ao outro mas mantendo distância entre eles. O que seria que ele tinha em mente?



QUEM SE ATREVE A CONTINUAR?

De Lazy Cat a 06.08.2008 às 21:23

Não queria saber do que ele tinha em mente, de facto. As cordas roçavam-lhe os pés, ásperas, estavam apertadas no limite do suportável. Ele deixou as pontas soltas, podia senti-las molemente enroladas no tapete. Como sentia a ponta do cinto pendurada que a brisa lhe fazia chegar às pernas. Roçá-las, levemente, como uma breve promessa de castigo. As cordas, as cordas que lhe mordiam os pés, que estava ele a fazer às pontas soltas?

Sentiu de repente um puxão seco. As cordas foram o que a obrigou a afastar os pés. Apenas o suficiente para que o caminho ficasse livre, apenas o suficiente para deixar entrar a brisa...

E depois sentiu apenas a respiração dele, e o toque frio de algo metálico. Breve, demasiado breve para ser identificado...frio, demasiado frio para ser delicado...



No more from me.
Not until doors are closed.




De Lazy Cat a 06.08.2008 às 21:25

Ninguém sai sem resposta do telhado da gata, querido.

De D João I a 06.08.2008 às 21:41


Aquele objecto passeava agora na sua coluna.
Para cima e para baixo como que a interpretar uma dança que estava a tomar uma forma algo estranha.
Sabia perfeitamente que movimentos se assemelhavam aqueles. Tentou esvaziar a mente e no entanto a curiosidade de saber que objecto era aquele turvava-lhe os pensamentos.
Sentia que se tratava de um objecto sem arestas. Que era sólido. Que era frio.
Na sua cabeça só queria que aquele frio e inerte objecto fosse algo que lhe desse ainda mais prazer do que o que já estava a sentir.
Agora este estranho corpo passeava-se nas suas axilas. Apeteceu-lhe aperta-lo. Não conseguia. Com as mãos atadas os seus movimentos estavam limitados.
Aquele objecto estava na sua nuca. Deslizou devagar até á sua face. Sentiu-o descrever pequenos círculos na sua bochecha como se a estivesse a provocar. Como se ela já não estivesse suficientemente excitada com toda aquela situação.
Ele deixou que ela o sentisse nos seus lábios.
Disse-lhe no entanto.
- Não te atrevas a abrir a boca.
O objecto desapareceu. Como apareceu assim desapareceu. Já não o sentia em parte nenhuma do seu corpo. Que tormento.
De novo silêncio.
Compasso de espera.
O que se passaria agora?
Sentiu as mãos fortes dele nas suas costas. Estavam molhadas.
Sentiu que ele lhe espalhava um bálsamo do qual já conseguia sentir o cheiro.



QUEM CONTINUA?

De Nick a 06.08.2008 às 23:05

A pele arrepiava-se com o toque dele, as pontas dos dedos escorregando devagar provocando cada centímetro da pele dela, os seus sentidos estão alerta, mais alerta do que se estivesse a ver, mais alerta do que se lhe pudesse retribuir o toque. Ela assusta-se. Ele sussurra-lhe que se cale, ela obedece. Eram de facto outros passos que tinha sentido chegar, alguém se aproximara pausadamente premeditando cada gesto. Sente que outra mão lhe toca, o corpo dela arqueia-se, outra mão fria contrastando com as mãos quentes dele, outra mão tímida enquanto as mãos dele lhe despertam as coxas outra vez, arranham-na, seguram-na, limitam-na. As mãos dele estão vibrantes, transmitem calor e sabedoria, conhecem cada trilho do corpo dela. Alguém lhe toca e ela não sabe quem, ela recorda a regra de não poder perguntar, de não poder falar e suspira… suspira de prazer, sente que são umas mãos másculas, já não estão frias e desviam-lhe o cabelo, beija-a no pescoço, morde-lhe levemente o ombro, as mãos dele, agora excitadas com a reacção do corpo dela apertam-lhe o tronco como se a desenhasse mas de forma firme, com uma força que ultrapassa o limite da ternura.
Nas coxas dela inquieta-se uma dança frenética, ele toca-lhe a um ritmo enlouquecedor, sente os lábios dele prendendo-a, sente os dentes dele roçando sem se atrever a morder, o corpo dela quer soltar-se mas nenhum dos dois lhe concede esse querer. De novo, o silêncio entrega-se ao momento, ela sente ainda as mãos do segundo homem no corpo, também ele procura o seu centro, de novo o objecto que desaparecera surge, o mesmo prazer frio, a textura macia, as pernas afastam-se apenas o permitido. Ela teme entregar-se totalmente, não sabe até onde vai a vontade dos dois, não os vê, não adivinha quem é o segundo homem, pensa ser impossível sentir mais prazer, o seu corpo treme, é quase dor, é quase tortura, é prazer que ela já não controla. Um dedo entreabre-lhe a boca, sente que a permissão está dada e uma língua invade-a tirando-lhe o fôlego, ela já não pensa, apenas sente e entrega-se às sensações.
As cordas são liberadas de repente, as pernas fecham-se instintivamente ao sentirem-se soltas.

NINGUÉM SE ATREVE A CONTINUAR !

De KI a 08.08.2008 às 03:09

Ninguém escreveu mais. Bah homens ainda por cima subverteram o texto!! e afinal...seria... assim:

Pegou no ramo de pinheiro, ajudou-o
a pousar a cabeça e as costas no tapete, esperou que o corpo dele relaxasse e
que ele, no silêncio esperasse o que se seguiria. As pequenas agulhas do ramo
tocam-lhe o peito, os pelos eriçam-se, o ramo desce pelas pernas, lateralmente
até tocar a parte interna do joelho direito, ele inspira.

A outra mulher chega, pontual como sempre, os passos apressados e ri
sugestivamente, nas mãos umas algemas que lhe mostra a ela, a cumplicidade é
evidente o plano tinha sido premeditado,, ele vira o rosto para o lado que sente
o som, nada vê, tudo espera.

O ramo de pinheiro foi largado em cima da barriga dele, a cada respiração mais
vigorosa vai fazer-se sentir, as duas beijam-se com a certeza de que ele vai
perceber, as suas mãos tocam-lhe o corpo, ele apenas ouve, não sabe o que se
passa mas percebe quem é.

Num gesto rápido as duas algemam-no, ela segura-lhe os cabelos, puxa-o para ela,
beija-o e sussurra-lhe "és meu!", a outra mulher toca-o com algo
surpreendentemente frio: gelo. O cubo de gelo arrepia-o no pescoço, no peito o
contraste da língua dela afasta a temperatura gelada do seu corpo, sente um
desejo incontrolável de mais, e o cubo de gelo desce, roda, volta...

Retira o ramo de pinheiro, o corpo dela está nú em cima dele, aquece-o e
desperta-o, a cada gota fria que cai sobre os dois o ritmo intensifica-se, a
outra mulher percorre com as mãos o corpo de ambos, provoca-os a cada toque, a
cada beijo.

Ele quer tocar-lhes, quer ver além de sentir, quer ser ele a possuir, suspira
longamente entregando o desejo que não deve proferir, ela sai de cima dele
repentinamente, ele quase que implora mais, ele não esperava que ela o
entregasse noutras mãos.

A outra mulher morde-lhe o queixo, o lábio inferior, dá-lhe um beijo fugidio,
escorrega os seus cabelos pelo peito dele, deita-se em cima dele devagar, tão
devagar que ele consegue ouvir a respiração excitante das duas.

Ela está de joelhos observando os
dois.


E sim, agora ninguém continua mesmo, certo Lazy?


P.S. - E foi só uma amostrinha numa noite de insónia....lol. vou fumar um cigarro :)

De Lazy Cat a 08.08.2008 às 10:36

Palhaça endiabrada!
Eu não posso. Gosto de manter a minha palavra.
Mas acredita que....

Não tem mais que fazer durante a noite, Xô Dona Xaltitona, para além de escrever para desafiar os sentidos dos outros?

Tu sabes o efeito que isto tem assim de manhã, ainda em jejum?

Sabes, pois sabes.....mas eu espero por ti. Nas curvas.


De Blue Eyes a 10.08.2008 às 11:47

Já há uns tempos que não passava por aqui e... vejam só onde me vim meter!
Estou a ver que se continua a desconsertar as mentes aqui por estes lados!
Ai, senhor!

Beijinhos! :)

De Lazy Cat a 03.09.2008 às 16:44

Desconcertado ao ponto de não poder continuar?

OH :(

De Blue Eyes a 03.09.2008 às 19:48

Ohhhhh!
Mesmo!?
Tenho pena. gostava muito de te ler.
Felicidades!

E muitos beijinhos! :)

De JoãoSousa a 19.08.2008 às 21:49

pensou, depois, num laivo de loucura e um sorriso que se lhe escapou, que poderia deixa-lo lá à sua merce e fugir para nunca mais. Mas ao olha-lo, vendado, viu que o amava e que tudo o que tinham passado nao fazia agora importancia nenhuma. mas mesmo assim pegou num ramo de pinheiro e sem pensar duas vezes usou-o como um chicote e açoitou-o bem forte. Ele gritou de desespero, mas ao mesmo tempo, na sua mente toldada, veio à ideia algo que nunca pensara! A dor. E sorriu quando o ardor nas suas costas apenas se transformou num risco vermelho raiado de sangue.
Ela despiu-se enquanto ele esperava mais. Ela ajoelhou-se perante ele, enquanto ele procurava o seu odor pelo ar. E...

De Lazy Cat a 03.09.2008 às 16:47

E...???

E é bom ver que há quem passe e contribua....

De Niniane a 20.08.2008 às 14:16

O Verão chegou a estes lados com mais intensidade do que se esperaria ;)
beijos

De Lazy Cat a 03.09.2008 às 16:48

Não....acho que neste telhado se vivem intensamente todas as estações....todos os momentos, todos os segundos.... não?

:)

De Sonhador de Alpendre a 17.09.2008 às 21:20

E... de repente, do ar vindo do nada um relâmpago abateu-se sobre ele, sem que nuvem existisse, sem sequer um aviso, uma gota, fosse ela transparente ou não, somente ele, o raio e tudo o mais a desaparecer. O cenário modificou-se, a memória dos segundos anteriores, até dos minutos, toda a memória, individual ou colectiva, a desparecer, somente o seu corpo, estático, suspenso numa encruzilhada, sem setas indicativas, a não ser a intuição básica, irracional de que estar vivo é estar em movimento...

(eh!eh!eh! sorriso tipo desmancha prazeres)

De Lazy Cat a 18.09.2008 às 17:17

Antes pelo contrário, Sr Sonhador!

Tê-lo por aqui é sempre um ENORME prazer.

Beijos, nada mas nada desiludidos.
Da surpresa nasce o espanto e do espanto ...tanta coisa!

De Sonhador de Alpendre a 20.09.2008 às 00:14

hum?! deve de ser.... (com batatas e ervilhas)

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