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AnGeR

por Lazy Cat, em 04.10.08

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Do recôndito espaço onde adormeço e me agarras, sinto as tuas mãos, dedos como garras. Do silêncio inquieto povoado de palavras, nascem movimentos, bordados de asas. Não há tempo, entre as horas que se esgotam, não há segredos nos infinitos que se gostam. Não há sorrisos camuflados de lágrimas, nem urgências perdidas nos “agora”. Do esquecido calor que emana do teu corpo, sinto-te presente e distante, aconchego e dor. Do vento que entra livremente pelas janelas, sabores agri-doces de mentiras singelas.

Do infinito díspar de sentimentos que se fundem, lágrimas cor-de-prata de nuvens que se afastam e iludem. Tempestades e trovões e todas as injurias, num manto de linho fresco, entre flores e ternas juras. Sol. Como queimaduras, desculpas em farrapos, como ligaduras. Não há veneno mais cruel nem pior mordedura, que a picada real em ferida madura. Não há silêncios balsámicos, nem gritos em armaduras, nem preço que pague o preço de deixar ganhar a vida. E adormeço aqui, entre areia e mar, no espaço onde me agarrras e não me deixo tocar.

 

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publicado às 01:30


4 comentários

De Sonhador de Alpendre a 04.10.2008 às 09:50

Um beijo doce de parabéns com tudo aquilo que entendas ter direito...

De Carlos Lopes a 07.10.2008 às 09:42

Long time no see...

De Daniela a 11.10.2008 às 12:47

Deixar um abraço de patinhas felpudas e de garras recolhidas!

De A. Decker a 30.10.2008 às 21:55

If I bring you a bowl of milk, will you put down the sword?

;-)

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