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Ao pé da letra

por Lazy Cat, em 03.05.12

 

Ao pé das letras que eu escrevo e das quais se soltam por vezes palavras, há algumas cor-de-rosa como o vento e outras cinzentas como garras.

Ao pé das letras que eu escrevo, sentam-se por vezes cabeças, de olhos abertos e respiração entrecortada, procuram entre as letras o significado de nada.

Ao pé das letras que eu escrevo, lentas, coloridas, ritmadas, há horas de vida a sério, que não precisa de ser aqui contada.

Ao pé das letras que as minhas mãos escolhem, das palavras que o meu coração me dita, há horas e horas de sorrisos, há gargalhadas de alegria, há rios de gratidão em cada espaço outrora vazio.

Ao pé das letras que eu escrevo, que transformo em versos ou em poesia, há sempre uma raiz de razão ou quem sabe de ilusão, que as torna mais bonitas.

Ao pé das letras que eu escrevo, no pé de cada palavra que se agita, há confiança e certeza que espalham ao vento cor-de-rosa amor em longas fitas. 

 

 

publicado às 11:59


3 comentários

De ninguém a 07.05.2012 às 13:09

Quem será o felizardo?

De rocinante a 07.05.2012 às 15:59

Tempos houve em que alguém me dizia isso e eu... eu era o homem mais feliz à face da terra. Antes nunca tivesse tido essa felicidade...

De rocinante a 09.05.2012 às 17:07

Por muito que o ódio corrompa por dentro, o amor é uma coisa realmente extraordinária.
Não passa um dia em que não haja um bom pensamento para quem me matou por dentro

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