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Não, não acho.

por Lazy Cat, em 13.11.12

 

Nem acho que sei mais nem acho que sei menos. Nem serei ou fui jamais outra coisa que aquilo que sou. E não há escala que meça aquilo que cada um é. Porque somos natural e felizmente inconstantes no querer, sendo mil facetas de quem somos, qual esquizofrénica bola de espelhos que devolve à luz dos olhos de cada qual exactamente aquilo que lhe apetece ver. Ou então, se calhar, é exactamente aquilo que não se quis entender, processar para além da função de espelho do olhar que nos entra pela retina dentro, faceta isolada do outro que se estica e nos atinge inexoravelmente. Chega sempre esse dia. E chega sempre primeiro aquele em que vemos o outro como ele é, só depois vem o nosso. Aquele em que, por vezes amargamente, olhamos para quem fomos, éramos antes desta nova luz e, de repente somos, mais uma vez, nem mais nem menos, apenas aquilo que somos. E nesta multitude de nós em mudança constante, somos. E sabemos que nunca mais seremos. 

 

         

publicado às 15:54



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