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...

por Lazy Cat, em 20.01.14

são os dedos, é o sorriso, 

é o olhar travesso

é a doçura 

a ternura

a confiança infinita

que o teu olhar me grita. 

 

obrigada...por seres o leme do barco da minha vida| 

publicado às 11:19

sem cuidado

por Lazy Cat, em 10.12.13

à boca cheia

sem o menor cuidado, 

à dentada, 

sem nada premeditado

sem planos, sem dias, sem horas, 

sem regras e sem demoras. 

 

é a vida. assim. digna de ser vivida. 

publicado às 11:41

hoje. às vezes. sempre.

por Lazy Cat, em 16.07.13

 

às vezes. às vezes desespero e fico triste.
fico com saudades. tantas saudades tuas.
às vezes. às vezes suspiro e fico calada.
fico com desejo. das tuas mãos nas minhas

às vezes. às vezes sei de ti e fico contente.
fico feliz por saber que sorris sem mim.
às vezes. às vezes choro em silêncio
fico com medo de não saber sorrir sem ti

às vezes. às vezes minto-me em segredo
digo que não me amas, que não me queres
às vezes. às vezes aceito que seja assim
outras vezes revolto-me e tenho raiva de ti

às vezes. às vezes conheço o caminho tão bem
avanço sem medo e levo-te comigo
às vezes. às vezes não vejo caminhos e páro
e fico quieta à espera que passe o perigo...

Amo-te. Hoje, Ontem. às vezes. Sempre.
someday in excorde, diário de uma paixão que o Amor não deixa morrer. 
a melhor música de massagem à face do planeta...Meatloaf...

publicado às 12:24

...

por Lazy Cat, em 15.07.13

A ternura

Apesar de todos os gritos.

O carinho

Apesar de todas as injúrias

O amor

Bandeira esvoaçante e segura,

Abraço sereno, porto de abrigo.

 

 

 

publicado às 10:26

a m o

por Lazy Cat, em 18.06.13

Amo

 

Sem nome

 

Amo

 

Sem medida

 

Amo como quem amar é tudo

quanto sabe e precisa  na vida

 

Amo

 

Tem nome

 

Amo

 

A nossa vida

 

 

publicado às 15:12

...

por Lazy Cat, em 10.01.13
Como o mar, que se acalma e aquieta
e adormece no longe que a lua banha de prata
indistinto, irreal aos olhos do mundo
meros reflexos fugazes que se perdem, no fundo

Como o mar, feroz, de espuma branca
que ruge ao mundo e se agiganta,
e passa as garras para lá do muro,
azul lago indolente, cambiante e seguro

Perdido na noite, rasgos de prata a brilhar
vulcão de espuma branca que corta o ar,
meigo, fresco, profundo, inebriante,
eterno. Diferente, latente, constante.

publicado às 07:23

às vezes...

por Lazy Cat, em 19.11.12

não basta limpar. Limpar uma vida, só por si, já é tarefa no mínimo complicada e raramente se faz

inteiramente de forma voluntária. Mas ainda que se faça, com a melhor das vontades, por vezes,

limpar não chega. E então, é preciso expurgar. 

 

Expurgar: (Lat. expurgare)

                 v.t. Limpar, corrigir, sanear.

                 Fig. Livrar do que é prejudicial, nocivo: expurgar dos maus elementos.

                 Purgar completamente. 



Às vezes tem que ser. Por mais doloroso que se adivinhe, ou seja. É uma acção positiva. 

É como aquelas limpezas de roupeiro: a determinada altura não cabe tudo e então, para 

que caiba o novo, faz-se espaço deixando do que já existe - APENAS- aquilo que nos fica mesmo bem. 

 

Have a nice monday! 

 


publicado às 10:59

GrAMaticANDO

por Lazy Cat, em 20.09.12

 

Há dias em que me perco. Em que não consigo ter certezas.

Há dias em que as saudades apertam. E abro a porta à tristeza.

 

Cheguei à conclusão que é o amor que ilumina as nossas vidas.

Será porventura uma construção da minha mente. Terei quem

sabe ensandecido e não poderei mais confiar nos meus sentidos.

 

Amor. Amar. Regra de ouro da minha vida. Passem os anos,

as décadas, passem todos os tempos de todos os verbos.

Todos, todos eles sem excepção se declinam no teu olhar, no

teu sorriso, são particípios de mãos dadas, adjectivos de calor,

advérbios de felicidade, locuções de dor. Nesta gramática

inventada dos dias que vão passando, da dor que se disfarça,

do discurso que se vai esbatendo, nestas regras incertas da vida

dos sentimentos entretecem-se por vezes pequenas palavras,

grandes descobertas, estudam-se excepções, soletram-se as

mágoas de forma discreta… Amar. Amor. Ontem. Hoje. Agora

e sempre. Até fechar os olhos. Amar. Sem livros e sem regras.

 

Seja então louca, se é isso preciso ser, para dizer que em cada pico

de felicidade está a luz do teu sorriso. E que há uma porta que nunca

fecho, porque não quero e não consigo.

 

Há dias em que te encontro. Em doces memórias de leveza

Entre o café do acordar e um beijo à sobremesa…

 

publicado às 16:46

Quantas?

por Lazy Cat, em 05.09.12

 

Quantas pessoas cruzaram a nossa vida? Até agora, até hoje.

Quantas pararam? De quantas, que achámos na altura importantes,

já esquecemos não só o rosto, a voz, mas a própria existência?

 

Quantos sorrisos cruzaram a nossa vida?

De quantos nos lembramos com carinho?

De quantos nos lembramos com saudade?

De quantos nos lembramos com sorrisos?

 

De quantas pessoas nos esforçámos e esforçamos por apagar memórias?

De quantos pedaços de gente de quem nem nos lembramos, se é que

alguma vez sequer demos por elas, é feita a nossa vida e a nossa estória?

 

O que fica em nós daquele sorriso inesperado,

num dia de sol, numa esplanada qualquer.

O que fica em nós daquela mão que nos impediu de cair,

Um dia à tarde, ao sair do comboio?

Da senhora que toma café na esplanada aqui de baixo,

Todos os dias, e que cumprimentamos com um aceno de

Cabeça, nem sequer meio sorriso.

E o que levam de nós as vidas com que nos cruzamos?

 

De todas as pessoas que quisemos especiais na nossa vida até hoje,

De todas as que amámos e jurámos amar até ao fim dos tempos,

De todas as que nos fizeram sorrir, chorar, de todas as que tivemos

um dia saudades, das que nos ensinaram, das que nos deslumbraram,

das que nos fizeram tirar os pés do chão e chegar um pouco mais alto,

de quem nos fez sonhar, rir à gargalhada, perder o ar, a cabeça, viver,  

…o que resta em nós e como lhes prestamos homenagem?

 

This is how some people do

publicado às 11:59

Aquilo que eu não sou

por Lazy Cat, em 21.05.12

 

 

Não sou outra. Sou eu. Com qualidades e virtudes, defeitos e manias. Eu.

 

Não sou falsa nem mentirosa. Não sou pretensiosa. Não sou interesseira.

Não sou louca – às vezes sou e sabe bem – nem sou completamente sã.

Não sou má mãe e não sou uma mãe perfeita. Não sou uma miúda nem

sou já uma senhora. Não sou indecisa. Não sou cobarde. Não sou ignorante

nem pirosa. Não sou mal-educada. Não sou rude. Não sou solitária. Não

sou infeliz, embora tenho momentos de tristeza, de solidão, de fraqueza, de

desilusão. Não sou fraca. Antes fosse e deixasse a vida levar-me na corrente.

Não sou calma. Não sou de choros. Não sou infiel nem desleal. Não sou egoísta.

 

Não sou de rancores. Não sou incapaz de perdoar. Não sou capaz de só ver

o mau e a maldade. Não acredito na crueldade. Na maldade gratuita. Não sou

descrente, desprovida de fé ou de crenças. Mas nem sempre tenho a certeza

de acreditar. Não sou capaz de não ajudar. Não sou capaz de não estender a

mão. Não sou capaz de, chegada a um ponto de exaustão, dizer as coisas com

tacto e com calma. Mas sou paciente até ao meu limite, que está muito para

além do limite dos outros. Há quem chame a isto apatia. Não sou astuta, não

faço as coisas de caso pensado. Não traço planos e ajo em consequência 

para obter resultados. Não sou maliciosa.

 

Não sou de ninguém. Sou minha por vezes e outras vezes nem isso serei.

Não sou intriguista. Não sou mal-agradecida. Não sou apática nem preguiçosa.

Sou atenta, cuidadosa, terna, carinhosa. Paciente. Generosa. Sorridente.

Confiante. Sou distraída.Sou esquecida. Estou sempre atrasada. Não consigo

dormir até tarde. Às vezes esquço-me de rir. Outras pretendo não chorar. 

 

Não sou outra. Não sou sempre a mesma. Não sou apenas um conjunto

articulado de adjectivos e desejos. Sou mulher e mãe a tempo inteiro.

Não sou a ideia que tens de mim. Não sou prática nem racional. Sou

profundamente emotiva e imprevisível. Mas sou de confiança e de confiar.

E, se bem que a vida me tenha ensinado algumas coisas, não sou nem

serei jamais pessimista, não sou nem serei jamais derrotista, não sou nem

serei jamais apenas um registo na memória das vidas.   

 

Não sou desprovida de sentimentos, de medos e traumas. Não sou desprovida

de sentido da realidade, não vivo num mundo mágico inventado, não espero

que a vida me traga as coisas, vou de passo firme atrás delas. Não sou de

ficar presa ao que já não interessa, mas não desisto até tudo estar esgotado.

Não sou fácil. Não sou dócil. Não sou nada menos que apaixonada e

não tenho medo de quase nada. Não sou estas palavras. Não sou capaz de  

destratar sequer quem me fez mal.

 

 

Não sou apenas uma imagem da mim. Não sou apenas um perfume no ar.

Sou, com loucuras defeitos e manias, alguém que vive para (te) amar.

 

                                                               

ah! não sou diplomata!

 

 

 

 

 

 

 


publicado às 11:59


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