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todas as minhas vidas

por Lazy Cat, em 24.07.13

as sete, as nove, as de bruxa endiabrada, são tuas. 

basta que as aceites, assim como me aceitaste. 

sem reservas nem imposições, sem mentiras, 

sem pudores e sem restrições. 

 

as sete, as nove, as que já vivi e as que faltam

basta que as aceites, assim como quem ama

um dia entre gargalhadas, outro no drama

sem regras nem rotinas 

 

as sete, as nove, as de gata e as de dama, são tuas

como as minhas mãos e a minha alma, 

e os saltos de gata entre telhados ao luar, 

são tuas, assim as saibas aceitar. 

 

 

publicado às 09:50

amar assim

por Lazy Cat, em 04.05.13

mas amar amando, recusando, negando amar. negando amar-te. amar-me amando-te porque te amo e te quero num vento de loucura que passa e já não ama quando amaina e descansa. E agora, que chega o calor do sol e me aquece a alma volto a querer, a amar-te, a sentir-te. amar e aceitar-te. na vastidão das areias movediças que nos cercam, amar-te, negar-te, negar-me o direito, a vontade de te amar. amar-me, de amor profundo no peito, por já não te querer e no entanto ainda te amar. e querer-te, e amar-te e sentir-te e ter-te. e recusar aceitar amar-te. assim, numa dança, num jogo. num compasso ritmado a loucura de duas cabeças a pedido de dois corações amar-te assim, como o vento que passa e te despenteia um pouco mas acalma e já te esqueces das sensações. amar-te. amar-me por te amar assim. amar-me por não gostar apenas de ti, por não gostar apenas de mim. Amar-me por saber amar-nos assim. nesta dança de ventos sem fim.  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem retirada daqui

Música? aqui! 

publicado às 12:12

Foi o primeiro

por Lazy Cat, em 15.04.13

presente que me deste. 

 

Vai para onde vou e protege o meu sono. 

 

E faz-me sorrir, saber que, do nada, 

me deste algo que ainda hoje me acompanha. 

 

 

 

Obrigada

publicado às 20:00

Aquilo que eu não sou

por Lazy Cat, em 21.05.12

 

 

Não sou outra. Sou eu. Com qualidades e virtudes, defeitos e manias. Eu.

 

Não sou falsa nem mentirosa. Não sou pretensiosa. Não sou interesseira.

Não sou louca – às vezes sou e sabe bem – nem sou completamente sã.

Não sou má mãe e não sou uma mãe perfeita. Não sou uma miúda nem

sou já uma senhora. Não sou indecisa. Não sou cobarde. Não sou ignorante

nem pirosa. Não sou mal-educada. Não sou rude. Não sou solitária. Não

sou infeliz, embora tenho momentos de tristeza, de solidão, de fraqueza, de

desilusão. Não sou fraca. Antes fosse e deixasse a vida levar-me na corrente.

Não sou calma. Não sou de choros. Não sou infiel nem desleal. Não sou egoísta.

 

Não sou de rancores. Não sou incapaz de perdoar. Não sou capaz de só ver

o mau e a maldade. Não acredito na crueldade. Na maldade gratuita. Não sou

descrente, desprovida de fé ou de crenças. Mas nem sempre tenho a certeza

de acreditar. Não sou capaz de não ajudar. Não sou capaz de não estender a

mão. Não sou capaz de, chegada a um ponto de exaustão, dizer as coisas com

tacto e com calma. Mas sou paciente até ao meu limite, que está muito para

além do limite dos outros. Há quem chame a isto apatia. Não sou astuta, não

faço as coisas de caso pensado. Não traço planos e ajo em consequência 

para obter resultados. Não sou maliciosa.

 

Não sou de ninguém. Sou minha por vezes e outras vezes nem isso serei.

Não sou intriguista. Não sou mal-agradecida. Não sou apática nem preguiçosa.

Sou atenta, cuidadosa, terna, carinhosa. Paciente. Generosa. Sorridente.

Confiante. Sou distraída.Sou esquecida. Estou sempre atrasada. Não consigo

dormir até tarde. Às vezes esquço-me de rir. Outras pretendo não chorar. 

 

Não sou outra. Não sou sempre a mesma. Não sou apenas um conjunto

articulado de adjectivos e desejos. Sou mulher e mãe a tempo inteiro.

Não sou a ideia que tens de mim. Não sou prática nem racional. Sou

profundamente emotiva e imprevisível. Mas sou de confiança e de confiar.

E, se bem que a vida me tenha ensinado algumas coisas, não sou nem

serei jamais pessimista, não sou nem serei jamais derrotista, não sou nem

serei jamais apenas um registo na memória das vidas.   

 

Não sou desprovida de sentimentos, de medos e traumas. Não sou desprovida

de sentido da realidade, não vivo num mundo mágico inventado, não espero

que a vida me traga as coisas, vou de passo firme atrás delas. Não sou de

ficar presa ao que já não interessa, mas não desisto até tudo estar esgotado.

Não sou fácil. Não sou dócil. Não sou nada menos que apaixonada e

não tenho medo de quase nada. Não sou estas palavras. Não sou capaz de  

destratar sequer quem me fez mal.

 

 

Não sou apenas uma imagem da mim. Não sou apenas um perfume no ar.

Sou, com loucuras defeitos e manias, alguém que vive para (te) amar.

 

                                                               

ah! não sou diplomata!

 

 

 

 

 

 

 


publicado às 11:59


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