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anacronias

por Lazy Cat, em 17.10.13

 

quero acordar ontem, saltar de dia em dia, contar as horas para trás, refazer ao ralenti as correrias, sonhar antes de adormercer que depois já são horas de sentir, quero adivinhar no fim as letras com que a história se inicia. e quero cantar no silêncio e rir todas as lágrimas salgadas e comer gelados à colher dentro de copos entornados...quero que a medida do teu dedo, seja perfeita no meu anel e transformar as palavras inquietas em fitas longas de papel. e tecer devagar o vento, dar ao tempo a primazia, ele que passe, que depois eu chego, amanhã realidade ontem fantasia...

 

 

 

 

publicado às 16:16

os teus dedos

por Lazy Cat, em 12.09.13

longos, quentes, que me arranham um arrepio

medindo a distância entre curvas em desafio

pontilhado o meu corpo num corropio, 

prometes, conquistas... meu sorriso vadio...

publicado às 15:47

as palavras dos outros dizem-te em mim

por Lazy Cat, em 06.08.13

Num deserto sem água


Numa noite sem lua


Num país sem nome


Ou numa terra nua


Por maior que seja o desespero


Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

 

SMBA

publicado às 16:30

Quando não restar mais nada

por Lazy Cat, em 26.06.13


Não, não venhas. Não venhas ver-me, não me procures. Não venhas, quando nada mais restar. Não venhas quando o Verão se tiver ido e os dias sejam pálidos e cinzentos, quando a luz estiver escondida, a do mundo e a tua, não venhas quando já nenhum sol te aquece e os teus pensamentos se afundam na espuma branca das vagas que te atingem. Não venhas. Não queiras saber de mim.

Não venhas quando todos os corpos já não passarem disso e todos os sorrisos te façam lembrar o meu, não venhas quando as manhãs forem frias e te faltarem os meus pés para adormecer porque todos os outros terão já ido, afastando-se, fugindo. Não venhas depois de tantas mãos nas tuas, de tantos lábios, de tantas verdades instantâneas que o calor evaporou.

Não venhas ao anoitecer, quando o frio já se me entranha e penso em aconchego. Não venhas de manhã, quando ainda de olhos mal abertos os nossos corpos se encontravam, ainda antes dos meus olhos procurarem os teus, as nossas mão já deslizavam em gestos só meus, em gestos só teus.

Não venhas, quando a vida te tiver esvaziado o olhar e o sorriso, porque sabes que há sempre lugar. Não venhas, com mil caras cruzadas nas tuas, mil ilusões, desfeitas e cruas, procurar casa e descansar.

Não, quando não te restar mais nada, porque nada soubeste guardar. Não me venhas dizer saudades, não me venhas ver, sequer, e se passares na minha rua, por acaso, passa depressa para não te ver.

Quando tudo for nada, ar em que te afogas e água que te faz arder, quando as palavras forem ódio e a esperança um vago saber, quando as ruas forem estreitas e os telhados ruínas, quando os dias forem anos e as vozes gritos em surdina, quando a chuva vier de dentro, quando o sol já tiver ido, quando não houver mais jogos nem mentiras que te façam fugir de ti…não me venhas ver, nem queiras saber de mim.

publicado às 15:48

343

por Lazy Cat, em 23.01.13

Hoje não estou.

Não batam à porta, não telefonem, não me procurem.

Nos meandros da minha mente há um coração que palpita

Que se agarra, que se afoga, que no silêncio mais absoluto

Apenas grita e grita….e grita…

 

Não estou. Nem quero estar. Hoje a vida pesa mais do que devia.

Quero ficar perdida em mim, na minha mente, na minha dor.

Esquecer que existe vida para além do que sinto, vida, qualquer

Vida para além da vida deste pequeno grande frágil amor.

 

Hoje não estou. Mas estou onde interessa. Onde é preciso estar.

No único lugar onde a vida se esvai depressa, o amor se conjuga

Devagar. Hoje não quero, fechei a porta. Há momentos em que o

ar que se respira corta, fere, arranca. É amar-te que me mata. 

 

  

publicado às 11:24

349

por Lazy Cat, em 18.01.13

Então veio o frio e depois a chuva. Contraiu-se, encarquilhou-se, dobrou-se vezes e vezes sem conta. And then the rain came. E choveu muito e choveu por muitas e longas horas. Dias. Semanas. E passaram meses.  Chuva, frio,  nuvens ainda por aqui e acolá.  O frio, sempre o frio, como uma segunda pele. And then one day the sun came and it brought a smile and after that…as never before, o vento, o frio,  chuva , nevermore, never ever more...

Because once upon a time, a very longtime you see, there was sunset over the sea, there was you and there was me.

 

 

 

publicado às 01:22

362

por Lazy Cat, em 04.01.13

Ano novo....

 

neste blog há, haverá, também algumas coisas novas. 

a vida não pára por mais que se faça(ou deixe de fazer)

e não se faz olhando para trás. Mas aqui não há nada 

de drasticamente novo. Apenas deixo de me preocupar 

com títulos. Até porque é o conteúdo que interessa

e não o nome que cada um lhe queira dar. 

 

Resoluções?  Apenas uma: sorrir todos os dias. 

Não tenho nem a força nem a vontade de tomar

decisões cuja não realização me trará mais tarde

apenas algo parecido com culpa.

 

Sorrir todos os dias parece-me tarefa suficiente.

E tentar fazer sempre melhor que ontem.

 

Acham pouco?

Experimentem... sempre a sorrir, claro! 

 

 

 

publicado às 13:39

Lazy Cat Songs # 17458

por Lazy Cat, em 15.12.12

I can't think of one single song that I love that does not "say" LOVE all aover.... 

 

VOLE - Céline Dion

 

publicado às 16:18

another lazy cat song....

por Lazy Cat, em 28.11.12

publicado às 15:53

Há momentos

por Lazy Cat, em 07.11.12

em que vemos certas coisas de forma tão limpa, clara, tão nítida

que ficamos divividos entre a libertação e gratidão por ter finalmente percebido

e uma inenarrável e desoladora sensação de "eu devia ter percebido isto antes". 

 

Se isso nos deixar assim... ...tanto melhor!!!!!!  

 

publicado às 17:58


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