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sem cuidado

por Lazy Cat, em 10.12.13

à boca cheia

sem o menor cuidado, 

à dentada, 

sem nada premeditado

sem planos, sem dias, sem horas, 

sem regras e sem demoras. 

 

é a vida. assim. digna de ser vivida. 

publicado às 11:41

359

por Lazy Cat, em 07.01.13

 

Tenho uma agenda nova! 

 

Pois é, até me tinham oferecido uma mas pura e simplesmente não serve para agenda. 

Acho que a ideia do objecto em si, inicialmente até devia ser boa, foi muito mal executada

e o que foi levado a cabo tem o condão de me irritar! 

 

Mas tenho uma agenda nova que vai completamente de encontro aos meus requisitos no

que a agendas se refere, claro. E falando de agendas em papel, of course. Porque também 

dou bastante uso à outra, mas de maneira diferente. 

 

Em 2012 consegui dar à minha agenda muito mais uso que em 2011 e tenciono fazer de 2013

o ano das arrumações definitivas. 

 

Seja como for, quando se tomam as decisões parece que tudo conspira para nos facilitar a vida. 

(Deve ser quando se tomam as certas, porque às vezes parece é que tudo nos complica a vida!)

Mandaram-me o link de um blog (obrigada a ti), há uns dias que a dorei, e no qual descobri a

técnica Pomodoro.

Que é mais uma coisa que eu vou usar para tentar eliminar tudo o que não me faz falta e,

simplificar tudo o resto.  

 

Let's make it easier....

 

 

publicado às 13:04

Há momentos

por Lazy Cat, em 07.11.12

em que vemos certas coisas de forma tão limpa, clara, tão nítida

que ficamos divividos entre a libertação e gratidão por ter finalmente percebido

e uma inenarrável e desoladora sensação de "eu devia ter percebido isto antes". 

 

Se isso nos deixar assim... ...tanto melhor!!!!!!  

 

publicado às 17:58

Herói das minhas fantasias.

por Lazy Cat, em 22.10.12

 

Nos meus olhos foste rei. Herói de todas as historias, todos os contos, todos os filmes. Nos meus olhos havia um brilho que nascia de ti. Uma cortina de ilusão sustentada pelo amor que votava inteiro, imaculado e completo ao ser pleno potencial que escolhi ver em ti.

 

E é assim que se ama perdidamente, loucamente, sem tino e sem medida. Numa realidade que construímos, com base no que vemos e ampliamos, esquecendo e fingindo ignorar tudo o que não se enquadra na nossa visão de harmonia perfeita. Não amando quem o outro é mas sim quem nós achamos que pode vir a ser.

 

 

 

publicado às 13:40

Lazy Cat Post from the heart #1

por Lazy Cat, em 07.09.12

 

Há comboios que atravessam a nossa vida levantando vento e pó e nos despenteiam o cabelo. Deixam-nos aturdidos e sem certezas de terem sido reais e, no silêncio que se faz depois, encontra-se paz. Nem chegam a causar danos. Passaram. Lembramo-nos deles e sorrimos. 

 

Há os muito longos que passam devagar e nos dão tempo de espreitar. Entre carruagens cheias, vazias e assim-assim, descobrimos tanto pelas suas janelas! Queremos tanto ser parte de algumas das cenas, mas o comboio não para. Este é o comboio de todas as possibilidades.

 

Há comboios que param todos os dias. Todos os dias abrem as portas. Todos os dias fecham as portas e seguem. Acho que este é o comboio das coisas pequenas. Daquelas pequenas coisas que estamos sempre a tempo de melhorar. Daquelas coisas pequenas, de todas as coisas pequenas de que a vida é feita todos os dias, várias vezes por hora. Todas as coisas que podemos mudar a qualquer momento de qualquer dia, de qualquer vida. Falo de coisas muito pequenas.

 

De dizer bom dia ao porteiro do prédio, ao vizinho que sai ao mesmo tempo que nós, de sorrir, agradecer. De sorrir a quem nos traz café. De cantar a plenos pulmões aquela música que nos irrita e passa todos os dias na rádio logo de manhã! De apanhar o casaco da senhora que toma café à nossa frente, que caiu das costas da cadeira e se está a encher de migalhas. Muito mais simples ainda! Falo de começar o dia com um "bom dia" e não outra palavra qualquer! Se acompanhado de um beijo, então ainda melhor! Pequenas coisas como aproveitar o trânsito para aprender ou melhorar o inglês. O francês. De se manter o carro na mesma faixa até meio do percurso pelo menos, deixando passar quem tenha muita pressa, com sorrisos (em inglês)!

 

As pequenas, minúsculas coisas. Ajudar as crianças a calçar os sapatos, em vez de lhes lembrar - em tom zangado - que já deviam estar prontas. Reservar dois minutos por dia para olhar pela janela de casa, do escritório, do carro, para o céu. Só o céu. Deixar cair para dentro da lancheira, de vez em quando um chocolate, umas gomas ou um bilhete de amor! Nunca tomar decisões até ser pelo menos meio-dia! Não dizer que sim sem ter a certeza. Nunca recusar um abraço. Não adormecer com o coração desconsolado.

 

Acho que este comboio, constante, certo, paciente, é o comboio mais importante de qualquer vida. Aquele que nos ensina que se hoje fechamos o dia a sorrir por uma pequena coisa, amanhã o podemos fazer por outra razão e que, de dia em dia, teremos muitas razões para fechar os olhos a sorrir porque o comboio das oportunidades passa, todos os dias, várias vezes ao dia e há sempre SEMPRE lugar para nós. 

 

Nesta mesma estação, onde todos os dias temos a possibilidade de nos reinventar, passam outros comboios. Alguns deles fecham-nos a porta se tentamos entrar. Talvez carreguemos demasiada bagagem, o comboio vá cheio, ou simplesmente nos falte saber como manter aberta a porta para poder entrar.


Passam também comboios que param. Abrem as portas. Fecham. Voltam a abrir. Avisam que estão de saída. Fecham as portas e vão. E, distraídos a vê-los ir, não olhamos pelas janelas, entramos no comboio regular sem lhe dar valor, sem sorrir, presos a um comboio que já foi embora. E no dia seguinte, o comboio volta. E voltamos a não entrar. A hesitar, ou até a deixá-lo deliberadamente ir. Já tivemos uma segunda chance. Este comboio nunca mais vai voltar. E acresce uma carruagem ao comboio que passa sempre lentamente mas sem parar. 

 

Depois há comboios que apenas passam uma vez. São muito raros, viajam pelo ar. Apenas visitam algumas estações, de tanto em tanto tempo, mas são muito fáceis de apanhar. Só é preciso dar um passo. E o comboio leva-nos para outro lugar. Pode ser outra estação. Onde passam comboios do tipo regular. Alguns que se demoram, outros que passam ser parar. Alguns que regressam, outros que nunca mais vemos passar. 


 

A song for a smile

 

PS: Acho que faltou falar de outro comboio importante: o das viagens longas. Quem sabe num próximo "Post from the Heart"??

publicado às 11:59

Simple life

por Lazy Cat, em 06.09.12

Já estão habituados a vê-los passar. Ela sorri e ele, um passo atrás dela, finge caminhar distraído enquanto olha para ela e sorri, quase sem se dar por isso.

 

A conversa é sempre animada, sejam as novidades do dia de cada um ou outros assuntos, há sempre lugar a gargalhadas e sorrisos rasgados. Alguns ainda param e ficam a vê-los passar, só, sem mais nada, interrompendo conversas, perdendo o fio à meada.

 

Da janela do terceiro andar do prédio verde, ao fim da rua, espreita meia escondida meia revelada, uma rapariga imponente, de cabelo escorrido, um cigarro preso entre os dedos e um ar de nostalgia pendurado nos lábios. Ela faz sempre de conta que não a vê e ele, atrasa o passo, vira-se para a janela e sorri-lhe.

 

A matrafona do prédio em frente pisca-lhe o olho, sempre com ar de aprovação e com uma inveja – fingida - da companhia. Também ele gostava de ter um homem “com quem caminhar na tarde”, diz-lhe.

 

Mais à frente, quase a chegar ao rio, os empregados do restaurante grande, mostram-lhe sorrisos tímidos enquanto a ele lhe apertam a mão num gesto corriqueiro acompanhado de um parco e lento "- está tudo?"  Parcimónia da raça masculina…

 

Da ponte se vê já o jardim que os passageiros do comboio atravessam, rumo a casa ou qualquer outro destino. Eles, vagamente atentos às vidas alheias, partilham o caminho, os risos, os sorrisos. As brincadeiras. A praia, logo ali em baixo, vazia de gente, o mar que se estende até à outra margem, se funde com o rio, numa dança ligeira e pinceladas de prata.

 

Não concordam em quase nada! Mas caminham com o mesmo passo calmo, mantendo-se perto. De vez em quando avançam até de mão dada. Fazem caretas aos cães que passeiam de trela. Ele, disfarçadamente, sorri às donas dos mesmos, ela finge que não dá por nada. Ou fala de assuntos práticos que requerem uma resposta imediata.

 

Descobrem, entre camadas de graffiti, pequenos tesouros que vão fotografando. Pedaços de vida, de vidas que ela recolhe e colecciona, com os quais se espanta e inspira, se entristece, por vezes. Ele descarta todas as memórias que não possa trazer consigo. Ela acumula pontas de fio, de linha, recortes de papel, de tecido. Fotografias de lábios. Palavras rabiscadas em guardanapos. Pedras com forma de coração. Brancas. Cinzentas. Pintadas com letras coloridas. Gravadas. Esculpidas. Frases roubadas de livros há muito lidos. Conchas em jarras de vidro.

 

Sentam-se, lado a lado, lá ao fundo e falam dos artistas e das tendências. E de tudo o que se pode fazer num fim-de-semana. E dos livros que ele não lê. Dos que ela espera ter tempo para ler. De todos os projectos que se lhes atropelam na cabeça. Das tintas e meias tintas com que se pinta a vida que partilham. Por vezes. Às vezes. Por momentos, fragmentos. E porque sim, e por agora. 

publicado às 11:59

me haces tanto bien...

por Lazy Cat, em 17.05.12

 

 

Sentaram-se na esplanada, como sempre. Ao sol. Como sempre.

A falar da vida, a falar. A sorrir. A saborear-se. Sem pressas.

A saborear o tempo de estar, sem outro interesse que o de estar.  

Juntos. A fazer o mesmo nada. No mesmo lugar.

A ver passar a vida. As outras vidas, ali ao lado. O tempo.  

- Vamos?

- Vamos.

E subiram a escada, de mãos dadas. A sorrir e falar de nada.

 

  

 

         

 

 Me haces tanto bien...

publicado às 11:59

vida

por Lazy Cat, em 16.05.12

 

 

Um beijo. Um sorriso. O café na mesa-de-cabeceira.

Pássaros, raios de sol que chegam à cama.

Sim, era isto. Tudo isto. O dia que começa, calmo e preguiçoso,

as noites que se prolongam, ternas e saborosas. Projectos que

arrancam e sonhos que se realizam. Mão na mão, olhos nos olhos.

Sem passado, só futuro. Sem segredos. Só certezas.

publicado às 11:59

Inoportuna e inesperada

por Lazy Cat, em 26.04.12

 

Diz-se que assim é a Natureza. Talvez na realidade porque a própria Vida seja assim.

 

Quantas vezes se intromete no nosso futuro cuidadosamente planeado? Quantas vezes nos faz atirar ao ar tudo quanto decidimos e nos coloca à frente o que sempre quisemos, o que nunca tivemos coragem de pedir, o que jamais pensámos que nos pudesse acontecer. Oh sim, a vida é inoportuna e inesperada. E tem um sentido reforçado do irónico. Diria até que a vida é sardónica, que se movimenta sinuosamente entre o sardónico e o sarcástico mas, teria que me haver depois com os defensores de uma “vida fácil e bela” que nós tendemos a complicar e, em boa verdade, eu faço parte, na maioria dos dias, dos defensores dessa vida generosa e sorridente que nós não sabemos aproveitar…

 

Mas…a vida é a vida. Tem de tudo lá dentro e talvez o resultado da receita dependa muito mais das doses usadas de cada ingrediente do que da variedade dos mesmos, talvez dependa muito mais da atitudecom que se encarado que das ferramentas que se usam para o fazer, talvez…talvez baste apenas encontrar a receita certa…

 

Numa analogia algo estranha, podemos comparar a vida a um pão.

Temos o pão básico. Farinha, água, fermento e sal. E sabem que mais? É possível estragar este pão. É possível que saia mal, não apenas porque ficou muito ou pouco cozido mas ainda, porque tem mais ou menos água, mais ou menos fermento, mais ou menos sal.

 

Sal. Sim, sal e a sua devida importância. É possível ainda, que tendo todos os ingredientes na medida mais certa, cuidadosamente medidos, pesados, tentando não deixar nada ao acaso, este pão fique mal amassado. Teremos então que comer um pão saboroso, eventualmente, mas duro! Que terá de ser comido lentamente, mastigado devagar e com afinco. Um pão que pouco ou nada apetece comer. E, no entanto, está tudo lá. Tudo o que fazia falta à partida, nas medidas certas. E ainda assim podemos ter um pão pouco cozido, por impaciência, talvez? Um pão abatido, salgado, que se desfaz…e estava no entanto, tudo lá.

 

Podemos ter um pão queimado porque, num breve descuido, a que habitualmente não somos dados, deixámos que o tempo nos escapasse, mas ele passa inexoravelmente, deixando marcas uma vezes mais visíveis que outras e, neste caso, arruinando o pão da nossa vida. Será? Será que o pão escuro e duro por fora está arruinado no interior? Será que nada se aproveita? Será que desta capa escura e dura para dentro nada presta e jamais se vai aproveitar? Será que, esta capa em si, nada tem para dar? Será que vamos olhar duas vezes para este pão ou que o vamos pura e simplesmente descartar?E se lhe juntarmos manteiga? Doce? Queijo acabado de cortar? Depende do grau em que ficou queimado, e da habilidade de cada um para fazer limonada com os limões que a vida lhe dá e os ingredientes que lhe vão aparecendo. 

 

E então, a vida, que nos fez descuidar brevemente do pão, traz-nos mais farinha, água, fermento e sal.

 

Inoportuna? Talvez. Porque não estamos virados para voltar a fazer pão.

Inesperada? Talvez. Até porque desta vez nos traz sementes, para o pão.

Irónica? Com certeza. Traz-nos pela mão a receita, os ingredientes e até já nos mostrou (várias vezes) como é que não se faz.

 

Practice makes perfect.

Let’s bake a perfect life. 

 

                                                     esta música

publicado às 11:59

- - - - - A estrada - - - - -

por Lazy Cat, em 03.09.08

 

 

 

A estrada estendia-se sinuosa ainda que dela se avistassem apenas laivos de riscos brancos, como num filme a preto e branco antigo se distinguem falhas na pelicula por fugazes salpicos de luz.

Aqui e ali apareciam-lhe rostos familiares, hologramas projectados por uma infernal máquina invisivel que parecia persegui-lhe a vida com imagens desencantadas nos mais profundos baús de memórias, há muito enterrados e até agora corajosamente esquecidos.

Cumprimentava, com um discreto aceno de cabeça e um sorriso vago as caras que a faziam lembrar momentos cálidos, leves, pertença de outra dimensão e de outro espaço que não este, onde aliás não sabia muito bem porque estava, mas a estrada não a cansava, ainda que parecesse não levar a lugar nenhum e, de vez em quando lhe apresentasse rostos de que se desviava com um franzir de sobrolho, embora ficasse a pensar de onde e como e quando e porque lhe apareciam aquelas pessoas agora, a meio de um caminho tão agradável, ainda que escuro e algo misterioso. As imagens surgiam  e desvaneciam-se como  fogo-de-artifício, primeiro leves traços esbatidos de luzes coloridas, depois imagens brilhantes e expressivas, finalmente esmorecidas visões que se desfaziam em nada no breu que as devorava.

De ora em tanto era surpreendida por uma chegada mais vigorosa, fruto de uma lembrança recente ou de algum episódio marcante, mas da mesma forma que as outras, também estas imagens se desvaneciam, deixando lugar apenas à penumbra disfarçada de riscos brancos que pareciam indicar-lhe sempre a direcção da estrada. Batia-lhe no entanto o coração mais depressa, formando um eco no silêncio vazio da noite sem fim, quando um destes fantasmas a transportava sem aviso para outros tempos e outras paragens, para outras estradas, outros mares, e a depositava de novo repentinamente neste fio de estrada sem margem. Mas também o som se calava, afastando-se devagar com o vento que soprava do nada, sem direcção e sem rumo, embalando-lhe a lenta caminhada.

Depois de rever os rostos da sua história, uns sorridentes, outros acabrunhados, uns hesitantes, outros mal-encarados, verfuriosos ou carrancudos, voltava a fechá-los no baú, e mesmmo que quisesse revê-los estavam, desta vez, para sempre apagados.  

Ao fundo da estrada  o livro da vida, calmamente deliciado, ia desfolhando ao sabor do vento páginas que a traziam inevitávelmente ao ultimo capítulo, ainda por escrever, mas já resenhado.

 

 

 

 

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publicado às 16:26


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