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Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Saberias

Agosto 07, 2007

Se soubesses ler
nas entrelinhas
ver
como quem adivinha

Se soubesses ouvir
as palavras não ditas

Se soubesses descobrir
sem pistas
a razão que é só minha

Se soubesses sentir
no toque da minha pele
a paixão que fervilha

Se soubesses andar
pelos meus caminhos
mesmo sem ver
mesmo sem trilhos

se soubesses sonhar
de olhos abertos,
em pleno dia

Se soubesses tudo isto
e muito muito mais
saberias porque me perco
em lugares onde tu...
não vais!

A vida é um parque de atracções

Agosto 06, 2007

Tem escorregas
aos quais custa a chegar...
Num instante estamos cá em baixo
e nem nos lembramos de escorregar!

Tem montanhas russas
que são como as horas e os dias
pequenos impulsos,
grandes escaladas
poços sem fundo, marés vazias...

Tem contos do vigário
que ouvimos dum ouvido só
mas deixam na boca
um estranho sabor a pó

Tem momentos de pura alegria
inexplicáveis!
como os espectáculos de magia...

Tem a tenda das ilusões
onde vivemos tantas mentiras!
mesmo assim, para lá ficarmos
arranjamos milhentas razões...

Tem pipocas estaladiças
como os beijos que trocamos
e algodão doce
que parece tanto tanto tanto
e se transforma em nada,
por encanto!

Tem palhaços, equilibristas,
domadores, trapezistas. Carrocéis,
Piratas, bailarinas. Gigantes!
e gente tão pequenina...

Máscaras encantadas,
cheias de cores e brilho
que usamos com muito carinho.

Irresistivelmente atraídos,
vemos, ouvimos, vamos ficando,
com um bocadinho de sorte,
participando...

fazendo fila para as emoções compradas,
e enchendo as mãos de quase nadas...

nesta feira de fantasia
todos entramos um dia
mas cai o pano, chega a hora
e ainda que ninguém queira
todos vamos embora...

...

Agosto 05, 2007

... Os olhos procuram-se cúmplices e inquisitivos
as mãos encontram-se, numa resposta muda.
Olham uma última vez para este lago onde
têm vivido e sonhado e,
em conjunto rumam ao desconhecido,
deixando atràs deles um rasto de brilho gelado.




A Humanidade, como sempre foi entendida, já não existe.
Resta um planeta semi-vazio, alguns lugares habitáveis e habitados,
por quem no conhecimento e no sonho evoluiu e ficou.

Tudo aquilo de que se lembram, que conhecem e dão por certo,
fruto de guerras e pseudo descobertas, acabou.

Na persecussão de um bem maior e comum, os Terrestres abriram a
porta a um desconhecido que os mudou profundamente e quase os destruiu.

A maior parte sofre sofre uma mudança constante do corpo, tentando
manter faculdades, tentando manter pensamentos coerentes.
Vivem no País do Norte, eternos mutantes, afastados dos outros
por um escudo de luz.
Outros vagueiam, seres impalpáveis, que não pesam nem respiram.
Entregues às correntes dos ventos, exércitos etéreos
que ninguém conduz.

Resta um semblante de mundo....
São poucas dezenas. Cientistas. Criadores. Sonhadores.
Reunidos na Terra de Fogo, protegidos dos incêndios relâmpago
pelas águas gélidas e profundas do lago.

Dentro desta cúpula, existe o mundo de que se lembram.
Relva, macia debaixo dos pés.
Algumas flores, uma horta.
As cores não são as mesmas, mas os olhos que as vêm também não.
Os pés que pisam a relva fazem-no por querer e, o que outrora era
alimento, agora é apenas fonte de prazer.

Este é o povo de luz. As mentes inquietas, repletas.
Aqui está toda a capacidade de pensar, imaginar, descobrir e realizar.
Todas as possibilidades. A única opção.
Os únicos, neste novo mundo atormentado que se mantêm.
Estáveis. Por enquanto. Num universo mantido assim, agora sim,
para o bem de todos, pelo esforço de apenas alguns.

Aqui, vive-se de solidariedade entre todos os seres,
de cumplicidade entre alguns.

Já são tão poucos....e vão ficar menos ainda.
Porque um dia alguém sonhou voltar ao nascimento do mundo.
Ao dia em que se semeou na Terra, o que a transformou e lhe deu vida.
Mas também o que a estabilizou. A esperança....para quem ficou.

A Terra de Fogo é apenas mantida.
A energia de todos já quase não chega e assim...

partem dois, Cientista e Sonhadora, num derradeiro esforço, para muitos
companheiros, procurando na ainda ausência aquilo que será para todos,
a essência de uma nova vida...

Pessoas

Agosto 03, 2007

As minhas pessoas
são as que guardo
carinhosamente
no fundo do coração
belas
profundas
feitas de amor e ternura
de longas conversas
de disparates
as que,
aqui ou no fim do mundo
estão sempre ao meu lado
são aquelas de quem me afasto
e me recebem de volta
sem mostrar desagrado

São as minhas pessoas,
as que estimo, as que amo
as que respeito e admiro
algumas têm rostos, que já esqueci
outras vozes que já não ouço
mas fazem parte de mim,
procuro-as sempre que posso
Sem elas
o mundo seria frio e baço.

As minhas pessoas,
que me reconhecem,
no silêncio e nas palavras,
são filhas do mundo,
vivem por aí, espalhadas

vistas, reconhecidas, esquecidas,
desconhecidas, encontradas, procuradas,
mantidas, arrastadas, queridas, amadas
tantas vezes desejadas, choradas, sonhadas...

são as minhas pessoas
sem elas não seria nada!

Palavras

Agosto 01, 2007

Palavras, apenas
umas grandes,
outras pequenas.
Palavras que tocam
que afectam, que afagam,
palavras que gritam
que rasgam ,desenlaçam
Palavras que curam,
cheias de ternura
palavras que murmuram,
que fazem da vida
uma tela colorida
palavras tolas,
palavras sensatas
por vezes rios de abraços
outras vezes cascatas
avalanche de sentimentos
palavras que marcam momentos
que prometem, comprometem
que aconchegam ou inquietam
palavras grandes ou pequenas
nunca são palavras apenas.


Esta página espera a cumplicidade de alguém.....

esperava....e recebeu exemplos fantásticos de cumplicidade entre pessoas e palavras. a todos, muito muito obrigada!

( O Blogger é teimoso, não me deixava alterar o texto!!! mas eu sou mulher...;) )

Voyeur

Agosto 01, 2007

Pele morena
entre lençois de linho branco,
cabelo longo, caído. um seio,
mal escondido pela mão.

uma perna dobrada
deixa um pé tocar no chão

lábios entreabertos
respira calmamente

com o primeiro toque
o seu corpo estremece
esboça um sorriso
e de novo adormece

os seios, agora descobertos
parecem esculpidos
e à medida que os vão tocando
vai soltando gemidos

solta gritos ao vento
voz rouca, corpo rendido
sofre os doces tormentos
de um amante que não distingo

e dança, nesta cama em desalinho
as notas de um saxofone perdido,
corpo dourado em branco linho
num espetaculo divino!

...

Agosto 01, 2007

Vivo numa casa
sem portas e sem janelas
quem cá mora não precisa delas
Leves e transparentes
vagueiam pelo ar
e dormem pelo chão
aquecem-se ao sol de inverno
molham-se nas chuvas do verão
acordam com o chamado da lua,
dançam com ela pela noite fora
voltam para casa, sorridentes
quando chega a aurora
É com gestos lentos que me acordam
com sorrisos, quase sem palavras
o sol já brilha...
vou enfrentar a vida lá fora
Fantasmas,
residentes nesta casa que já não chora,
descansem vocês.....por agora

Pág. 3/3

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