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Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

NUS

Setembro 18, 2007

Chegou o fim
dos doces enganos
O vento sopra, ainda lento
E já nos desvendamos
Leva-nos a roupa,
ficamos nós
As nossas cores,
As marcas, as raízes, os nós.
Sem mais subterfúgios
Apenas nós.
Já nos conhecemos
De corpo embalado
e caras mascaradas
Será que nos reconhecemos
Agora que o vento levou
As fitas,os laços, as deixas,
As personagens decoradas
Agora que estamos nus
frente-a-frente
apenas eu e apenas tu.
Será que entre os nossos
Segredos, entre os novelos
Os recantos e os enredos,
Entre as palavras ditas
E demasiado cuidadas
Será que soubemos
Contar parte de nós
Apenas um pouco?
Apenas o suficiente
Para nos reconhecermos
Agora que estamos nus,
Sozinhos, despidos
Agora que somos,
Sem subterfúgios,
Apenas tu, apenas eu
Apenas ... nós?

Iron Maiden * No More Lies

Fim-de-semana

Setembro 15, 2007

Vais chegar sedento e vou deixar que te afogues no meu corpo.

Vou ser água e vinho para ti.
Vais inebriar-te, encher-te de mim,
encher-me de ti, abraçar, afagar,
explorar, (re)descobrir.
O meu corpo anseia pelo teu.
O teu grita por mim.
Já sinto o teu cheiro, já sei o teu desejo,
e ainda estás para chegar.
Já estremeço no teu beijo.
Já te quero e ainda não te posso tocar.

Sinto o brilho dos teus olhos,
sei o frio do teu toque, sei do calor que
sabes despertar.
Que se aproxima a cada minuto, embora o tempo
enrole e pareça parar.
E agora, aqui, sentada, enquanto espero o
tempo passar, fecho os olhos e desenho a noite,
escrevo as estrelas, os gestos lentos,
os gestos antigos que vamos relembrar.

Decido o teu cheiro, que óleos usar,
escolhes a canela, eu o gelo polar,
que provoca arrepio,
e o meu seio macio desperta sem tardar.
Escolho a música,fecho as portas,
abro janela, corro cortinas,
arranjo recantos, revejo planos,
e de vez em quando ouço-me suspirar.

Escolho com cuidado o que vou despir...
o toque do branco que nos irá cobrir,
já cansados, sono perdido, ainda não saciados.
Preparo-me assim,sentada neste recanto,
entre velas de perfumes inebriantes,
janelas abertas e chamas crepitantes.
Gosto deste contraste,
do vento que sopra, lá fora, da fúria com que circula,
enquanto cá dentro, se prepara devagar,
uma noite... também de ternura. Chega de espera!
O meu corpo já grita,
de voz rouca e aflita que já passa da hora,
que é tortura a demora,
que te queria assim, aqui, agora....

Música : façam as vossas escolhas, deixem sugestões...


Nights in white satin
Je t'aime...moi non plus!

Loucura

Setembro 11, 2007

Ainda que caiam chuvas e lavem o caminho com torrentes de água escura, ainda que o sol queime tudo, deixando apenas um quadro negro de amargura, ainda que passem pragas e calamidades e que a natureza tudo destrua, saberei guiar-me, de dia pelas nuvens, de noite pela lua, para chegar a ti. Saberei sempre encontrar-te, ainda que tudo te esconda, ainda que grite o teu nome e ninguém me responda, ainda que todos me gritem que não és para mim, que fugiste, partiste, que nunca quiseste o que senti, ainda que tudo se desfaça, sinta a ausência como uma faca. Porque sei, com esta certeza que não se explica, que tudo o que sinto tem em ti uma réplica, que não te quero em vão, que este amor tem uma razão, que embala a dor devagarinho, a transforma em azevinho, coroado de espinhos mas belo, onde vale mais picar-se que perdê-lo.
E assim te mantenho, fechado no coração, como tenho os espinhos enterrados na mão, mas nem assim os largo, nem assim te deixo, porque se abrir a mão sou eu que me perco. Sou eu quem se dilui, anil em água azul, se tiver que deixar ir este amor com sabor a sul, por não saber ouvir tudo o que dizes antes de partir, tudo o que dizes quando estás longe, tudo o que sinto quando te abraço, se tiver que puxar a ponta e desfazer o laço. Se entre os sons do mundo, deixar de ouvir o teu grito mudo, que me envolve como chama, me aquece e me reclama, se deixar de banhar-me no teu olhar e adormecer a cantar, porque ouço a tua música, e só eu conheço a letra de tudo o que compões, porque cada uma das tuas notas é tocada para dois, se tiver que fechar os olhos e o coração, se tiver que dar ao resto do mundo razão, perdendo-me da minha, se um dia tiver que me calar, ou cantar apenas em surdina, perder-me-ei, sem dúvida, pelas encostas ou pelas ravinas, não porque ouça o resto do mundo a gritar... Perder-me-ei, sempre, invariávelmente, apenas, quando deixares de tocar. Quando a voz do teu amor se extinguir, quando o seu fio já não me guiar. E ainda que a natureza me perca, ainda que a tua voz se cale, ainda que pise um caminho de amargura, saberei encontrar-te, meu amor, porque és o meu destino, o meu caminho tudo o que foi e há-de ser, o que vivi e tenho por viver, és a minha maior aventura, a maior certeza, a melhor loucura. Para sempre. Sem cura.

Le llamaban loca * Mocedades
Outra vez * Maria Bêthania
Outra vez * Roberto Carlos

...

Setembro 07, 2007

Tristemente profundo,
Este sentimento de escuro
De queda, de saída
De portas que entalam a vida

Tristemente calado
Este grito sentido a sós,
Este gesto inacabado
Que semeia a vida de nós

Tristemente dormido
Este sonho desfeito
Este bater surdo e rouco
Este roer no meu peito

Ah! Tristemente chorado
Com lágrimas vazias de tudo
Este medo que me agarra,
Gelado e feio, patas de veludo

Tristemente iluminado
O caminho que piso
Entre os olhos velados
E os sinais de aviso

Tristemente sozinho
O grito que agoniza
Numa boca fechada
Pela mão da certeza.

Wind walker

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