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Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Marcas de Ti

Novembro 06, 2007

 

 

Não tenho palavras, não tenho gestos, não tenho o dom de falar dos afectos.

Não sei o que são. Se são o que sinto ou apenas estão num lugar onde minto.

 

Tenho nas mãos o calor do teu toque, o teu cheiro em mim, tenho segredos

presos nos dedos, do sabor dos teus beijos e de te ter assim. Tenho

memórias, ao longo das estórias que vejo passar fora de mim, de pequenos espaços, povoados de abraços sem sequer nos lembrarmos de ti ou de mim.

 

Sei ainda de cor o sabor da tua voz, o cheiro do teu sorriso, de menino

travesso, que sabe que pisa o risco, e anseia por se ver preso. Entre perfumes de mãos que se prendem enlaçam e aprendem, entre ternuras que fluem, ritmadas pelas vozes em bocas fechadas de espanto entre o tanto que se fez do nada.

 

Nos caminhos há marcas de pedras, há marcas de risos, há marcas de

esperas. Há lugares perdidos, entre as folhas de um livro num alpendre à tua espera. Há por vezes luar, quenos envolve em longas faixas, e dançamos sem saber, todas as linhas, todas as deixas. Teatro perfeito.

 

Estás em todos os meus gestos. Em cada escolha. Em cada fuga. Em cada

passo. Em cada simulação de abraço. Em cada lembrança de vento baço. Estás como foste, como sempre serás. Porque fazes parte do que quis. Porque não foste e és. Porque não existes mas estás. E no entanto, ficaste para trás.

 

Ficaste... num sonho apagado, num quadro esquecido, num livro fechado.

 

 

 

 

Pontes

Novembro 04, 2007

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Tecer pontes invisíveis

Entre as tuas palavras e as minhas

Rasgar caminhos, de fios de seda

Entre perguntas e (in)certezas

Porque te esperei assim,

De olhos no horizonte, de dia

De noite, nas letras que escrevinhas,

Em tudo o que não sei

Por tudo o que adivinhas

Tecer pontes sem nome definido

Entre descobrir e contigo.

                                                   

|In|Temporal

Novembro 01, 2007

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Espero-te. No ponto mais alto do mundo, onde tudo pode mudar em apenas um segundo, entregue ao vento que sopra veloz e que rodopia, me enrola e se ri de nós. Espero-te, de cabelo ao vento, de olhos fechados e corpo sedento. Espero-te em jogos de brisa, em corridas desabridas, em tropelias sem intento. Espero-te amor. No último degrau do mais alto cume, espero-te quando a noite já se perfila e o dia ainda se ilude, espero-te assim. Apenas eu, nas voltas do vento. Apenas espaço para mais um. TU.

 

 

Vejo-te chegar com esse sorriso, feito de promessas de sabes que consigo….de sei que te desperto apenas com o olhar, vem, chega mais perto, não me faças esperar. Vejo-te chegar de mansinho, com brilhos e suspiros no olhar, o cabelo já em desalinho as mãos sem saber onde estar. Recebo-te com um beijo, bebo-te devagar. Saboreio a saudade de uma vida inteira, para te amar.  

 

E quando o teu coração dispara e os nossos lábios não se querem deixar, escondo nos teus caracóis os meus dedos, deixo a alma suspirar. Os nossos corpos como íman, aproximam-se devagar e num impulso somos um e o mundo a girar… A roupa leva-a o vento que continua a soprar, rival dos teus dedos que deixas deslizar, como se em cada ponta houvesse um segredo e tanta pressa de o contar.

 

Desenhas arabescos molhados em cada saliência, marcas o território do meu corpo com linhas de amar, entregas-me à carícia do vento, sem hesitar…

 

Percorro o teu corpo lentamente, nunca deixando de te olhar, marco-te com riscos de fogo e sinto o teu corpo vibrar. Peço-te que feches os olhos, que sintas o vento, te deixes levar, vou descobrindo recantos, beijando segredos, sem nunca parar, faço do teu corpo um desenho pintado a desejo e a luz de luar…

 

Faço do meu corpo pincel, tintas e cores para te criar, das minhas mãos sombras e contornos, dos teus olhos luxúria, da tua boca arfar. Faço das tuas mãos caracóis onde  se enredam cabelos a esvoaçar  Faço do teu grito manifesto, de cada carícia e pequeno gesto, faço de ti meu amante, em fraga periclitante, faço de ti meu objecto, de prazer incofesso, esta noite ao luar.

 

E mergulho contigo, neste abismo infinito de receber e de dar…

 

Voz

Novembro 01, 2007

Entre livros esquecidos e páginas soltas

Entre soluços e gritos e preces roucas

 

Entre raios de sol que brincam na areia

Entre a maré vaza e a força da maré cheia

 

Entre terra molhada e flores silvestres

Entre calma espera e saudades agrestes

 

Entre letras a branco escritas no preto

Entre a certeza vã do valor do momento

 

Entre todas as vozes que ouço chamar

Apenas a tua, tão bela e tão crua,

Cortou o silêncio e me soube amarrar.

"There is no reason, there is no rhyme
It's crystal clear
I hear your voice
And all the darkness disappears"


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