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Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Always tell the truth

Setembro 12, 2012

 

 

Cuidado. Muito cuidado com o que se ensina às criancinhas.

 

Dizer a verdade, dizer sempre toda a verdade, tem um

preço. Ensinar que se deve dizer a verdade, sempre a

verdade, também. Quem ensina que se deve dizer

sempre a verdade, toda a verdade, sejam quais forem

as circunstâncias, deveria ensinar que, nas palavras

verdadeiras vem um aviso, assim como uma etiqueta

daquelas que se colocam na roupa, grandes, vistosas,

que indicam o preço. Deveria ensinar-se a confirmar o

preço das mesmas para que ninguém abrisse a boca

para dizer uma verdade antes de saber quanto iria

pagar, depois, pelas palavras que dela tivessem saído.

 

Por outro lado, ensinar que se deve dizer sempre a

verdade é, no fundo e na verdade, ensinar a mentir.

 

Cuidado. Muito cuidado com o que se ensina às criancinhas! 

 

 

 ...and maybe to some adult acting like child.....

 

Lazy Cat Post from the heart #1

Setembro 07, 2012

 

Há comboios que atravessam a nossa vida levantando vento e pó e nos despenteiam o cabelo. Deixam-nos aturdidos e sem certezas de terem sido reais e, no silêncio que se faz depois, encontra-se paz. Nem chegam a causar danos. Passaram. Lembramo-nos deles e sorrimos. 

 

Há os muito longos que passam devagar e nos dão tempo de espreitar. Entre carruagens cheias, vazias e assim-assim, descobrimos tanto pelas suas janelas! Queremos tanto ser parte de algumas das cenas, mas o comboio não para. Este é o comboio de todas as possibilidades.

 

Há comboios que param todos os dias. Todos os dias abrem as portas. Todos os dias fecham as portas e seguem. Acho que este é o comboio das coisas pequenas. Daquelas pequenas coisas que estamos sempre a tempo de melhorar. Daquelas coisas pequenas, de todas as coisas pequenas de que a vida é feita todos os dias, várias vezes por hora. Todas as coisas que podemos mudar a qualquer momento de qualquer dia, de qualquer vida. Falo de coisas muito pequenas.

 

De dizer bom dia ao porteiro do prédio, ao vizinho que sai ao mesmo tempo que nós, de sorrir, agradecer. De sorrir a quem nos traz café. De cantar a plenos pulmões aquela música que nos irrita e passa todos os dias na rádio logo de manhã! De apanhar o casaco da senhora que toma café à nossa frente, que caiu das costas da cadeira e se está a encher de migalhas. Muito mais simples ainda! Falo de começar o dia com um "bom dia" e não outra palavra qualquer! Se acompanhado de um beijo, então ainda melhor! Pequenas coisas como aproveitar o trânsito para aprender ou melhorar o inglês. O francês. De se manter o carro na mesma faixa até meio do percurso pelo menos, deixando passar quem tenha muita pressa, com sorrisos (em inglês)!

 

As pequenas, minúsculas coisas. Ajudar as crianças a calçar os sapatos, em vez de lhes lembrar - em tom zangado - que já deviam estar prontas. Reservar dois minutos por dia para olhar pela janela de casa, do escritório, do carro, para o céu. Só o céu. Deixar cair para dentro da lancheira, de vez em quando um chocolate, umas gomas ou um bilhete de amor! Nunca tomar decisões até ser pelo menos meio-dia! Não dizer que sim sem ter a certeza. Nunca recusar um abraço. Não adormecer com o coração desconsolado.

 

Acho que este comboio, constante, certo, paciente, é o comboio mais importante de qualquer vida. Aquele que nos ensina que se hoje fechamos o dia a sorrir por uma pequena coisa, amanhã o podemos fazer por outra razão e que, de dia em dia, teremos muitas razões para fechar os olhos a sorrir porque o comboio das oportunidades passa, todos os dias, várias vezes ao dia e há sempre SEMPRE lugar para nós. 

 

Nesta mesma estação, onde todos os dias temos a possibilidade de nos reinventar, passam outros comboios. Alguns deles fecham-nos a porta se tentamos entrar. Talvez carreguemos demasiada bagagem, o comboio vá cheio, ou simplesmente nos falte saber como manter aberta a porta para poder entrar.


Passam também comboios que param. Abrem as portas. Fecham. Voltam a abrir. Avisam que estão de saída. Fecham as portas e vão. E, distraídos a vê-los ir, não olhamos pelas janelas, entramos no comboio regular sem lhe dar valor, sem sorrir, presos a um comboio que já foi embora. E no dia seguinte, o comboio volta. E voltamos a não entrar. A hesitar, ou até a deixá-lo deliberadamente ir. Já tivemos uma segunda chance. Este comboio nunca mais vai voltar. E acresce uma carruagem ao comboio que passa sempre lentamente mas sem parar. 

 

Depois há comboios que apenas passam uma vez. São muito raros, viajam pelo ar. Apenas visitam algumas estações, de tanto em tanto tempo, mas são muito fáceis de apanhar. Só é preciso dar um passo. E o comboio leva-nos para outro lugar. Pode ser outra estação. Onde passam comboios do tipo regular. Alguns que se demoram, outros que passam ser parar. Alguns que regressam, outros que nunca mais vemos passar. 


 

A song for a smile

 

PS: Acho que faltou falar de outro comboio importante: o das viagens longas. Quem sabe num próximo "Post from the Heart"??

Simple life

Setembro 06, 2012

Já estão habituados a vê-los passar. Ela sorri e ele, um passo atrás dela, finge caminhar distraído enquanto olha para ela e sorri, quase sem se dar por isso.

 

A conversa é sempre animada, sejam as novidades do dia de cada um ou outros assuntos, há sempre lugar a gargalhadas e sorrisos rasgados. Alguns ainda param e ficam a vê-los passar, só, sem mais nada, interrompendo conversas, perdendo o fio à meada.

 

Da janela do terceiro andar do prédio verde, ao fim da rua, espreita meia escondida meia revelada, uma rapariga imponente, de cabelo escorrido, um cigarro preso entre os dedos e um ar de nostalgia pendurado nos lábios. Ela faz sempre de conta que não a vê e ele, atrasa o passo, vira-se para a janela e sorri-lhe.

 

A matrafona do prédio em frente pisca-lhe o olho, sempre com ar de aprovação e com uma inveja – fingida - da companhia. Também ele gostava de ter um homem “com quem caminhar na tarde”, diz-lhe.

 

Mais à frente, quase a chegar ao rio, os empregados do restaurante grande, mostram-lhe sorrisos tímidos enquanto a ele lhe apertam a mão num gesto corriqueiro acompanhado de um parco e lento "- está tudo?"  Parcimónia da raça masculina…

 

Da ponte se vê já o jardim que os passageiros do comboio atravessam, rumo a casa ou qualquer outro destino. Eles, vagamente atentos às vidas alheias, partilham o caminho, os risos, os sorrisos. As brincadeiras. A praia, logo ali em baixo, vazia de gente, o mar que se estende até à outra margem, se funde com o rio, numa dança ligeira e pinceladas de prata.

 

Não concordam em quase nada! Mas caminham com o mesmo passo calmo, mantendo-se perto. De vez em quando avançam até de mão dada. Fazem caretas aos cães que passeiam de trela. Ele, disfarçadamente, sorri às donas dos mesmos, ela finge que não dá por nada. Ou fala de assuntos práticos que requerem uma resposta imediata.

 

Descobrem, entre camadas de graffiti, pequenos tesouros que vão fotografando. Pedaços de vida, de vidas que ela recolhe e colecciona, com os quais se espanta e inspira, se entristece, por vezes. Ele descarta todas as memórias que não possa trazer consigo. Ela acumula pontas de fio, de linha, recortes de papel, de tecido. Fotografias de lábios. Palavras rabiscadas em guardanapos. Pedras com forma de coração. Brancas. Cinzentas. Pintadas com letras coloridas. Gravadas. Esculpidas. Frases roubadas de livros há muito lidos. Conchas em jarras de vidro.

 

Sentam-se, lado a lado, lá ao fundo e falam dos artistas e das tendências. E de tudo o que se pode fazer num fim-de-semana. E dos livros que ele não lê. Dos que ela espera ter tempo para ler. De todos os projectos que se lhes atropelam na cabeça. Das tintas e meias tintas com que se pinta a vida que partilham. Por vezes. Às vezes. Por momentos, fragmentos. E porque sim, e por agora. 

Quantas?

Setembro 05, 2012

 

Quantas pessoas cruzaram a nossa vida? Até agora, até hoje.

Quantas pararam? De quantas, que achámos na altura importantes,

já esquecemos não só o rosto, a voz, mas a própria existência?

 

Quantos sorrisos cruzaram a nossa vida?

De quantos nos lembramos com carinho?

De quantos nos lembramos com saudade?

De quantos nos lembramos com sorrisos?

 

De quantas pessoas nos esforçámos e esforçamos por apagar memórias?

De quantos pedaços de gente de quem nem nos lembramos, se é que

alguma vez sequer demos por elas, é feita a nossa vida e a nossa estória?

 

O que fica em nós daquele sorriso inesperado,

num dia de sol, numa esplanada qualquer.

O que fica em nós daquela mão que nos impediu de cair,

Um dia à tarde, ao sair do comboio?

Da senhora que toma café na esplanada aqui de baixo,

Todos os dias, e que cumprimentamos com um aceno de

Cabeça, nem sequer meio sorriso.

E o que levam de nós as vidas com que nos cruzamos?

 

De todas as pessoas que quisemos especiais na nossa vida até hoje,

De todas as que amámos e jurámos amar até ao fim dos tempos,

De todas as que nos fizeram sorrir, chorar, de todas as que tivemos

um dia saudades, das que nos ensinaram, das que nos deslumbraram,

das que nos fizeram tirar os pés do chão e chegar um pouco mais alto,

de quem nos fez sonhar, rir à gargalhada, perder o ar, a cabeça, viver,  

…o que resta em nós e como lhes prestamos homenagem?

 

This is how some people do

Dá-me um abraço.

Setembro 04, 2012

 

Pode ser pequeno e imperfeito.

Posso nem encostar a cabeça ao teu peito.

 

Mas dá-me um abraço. Porque à força de certezas matámos todos os “se” e os “se” são portas de esperança, caminhos de possibilidade. São grávidos de antecipação, imaginação, maduros de coragem. São luzes que se acendem à noite, quando o mundo escurece e se fecha, faróis num mar negro de fúrias alvas, pedras brancas que se deixam cair, para se manterem erguidos os braços, abrindo caminho.

Preso a cada “se” vem um sorriso, um suspiro ou um anseio. Vem saudade, vem vontade, vem desejo. Preso a cada "se" vem um fio de coragem. De cada “se” pode nascer um laço, um abraço, um libertar. Em cada “se” vive uma certeza, quieta, adormecida, expectante e delicada. Por detrás de cada “se” há um coração que perde o compasso, que voa alto, alto, pelo espaço…

De cada “se” deixado a vaguear nasce a certeza de que há, haverá, passe o tempo que passar, algo porque que sonhar, viver, vibrar, todos os dias.

 

Pode ser um abraço. Pequeno. Imperfeito.  {#emotions_dlg.orangeflower}

...e veio o vento.

Setembro 04, 2012

 

 

Por entre árvores, casas, janelas, muros. Por detrás de portas, abrigos, lugares supostamente seguros. Por dentro do tempo, que passa e que se faz, do tempo que chove e que grita em que a vida aflita se compraz. Veio o vento em turbilhões acesos, em gritos roucos e profundos, por entre os sulcos de uma integridade rasgada. Veio o vento secreto e pomposo, que ora se faz silêncio e ausência ora longa fita desenrolada. Veio o vento amarelo, quente e tortuoso, gélido e pálido, cinzento. E limpou cada canto, recanto, cada pedaço, cada distância, cada beijo, cada abraço. Veio o vento e levou tudo, num arraso. 

 

 

Wind of chage

Only a few

Setembro 04, 2012

 

 

WE, are only a few.

Sadly, or maybe not, the inner spark that makes

us BE is the same one that makes us - instead of

settling and staying - live on a never ending quest,

connected, together, still... apart.

 

 

 

 

N: mixed feelings about this song. 

Pág. 2/2

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