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Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

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No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

A festa dos afectos

Maio 14, 2012

 

 

A família são aquelas pessoas que fazem 600 km num dia para, simplesmente, estar. Que se sentam e sorriem, que não se queixam do calor, procuram a sombra. Que fazem uma escandaleira porque alguém pediu uma mini e depois pedem médias… para todos. Não resmungam que lhes doem os pés, descalçam-se ou trocam de sapatos. São os que se sujam na relva antes das fotografias. Que se atrasam e se perdem. Mas chegam.

 

Aceitam os nossos defeitos, o nosso (por vezes) mau feitio, não deixam que uma birra estrague uma festa nem que um copo derramado para cima de um vestido seja uma tragédia-em-vários-actos representada “ de borla” no meio do restaurante. Riem-se uns dos outros, riem-se uns com os outros. Estão juntos.

 

Aceitam as nossas pessoas, aquelas a quem dedicamos parte dos nossos afectos. Sorriem e falam com elas. Não fazem perguntas inconvenientes, não intimidam e sobretudo não excluem. Aceitam e avaliam com calma. E se nos vêm sorrir sorriem connosco e depois despedem-se, felizes e cansadas, e passam a incluir nas lembranças diárias um beijo para quem nós amamos e nos faz bem.

 

A minha família não é perfeita. Rimos e falamos alto e gritamos uns com os outros. Contamos histórias que nos deixam embaraçados, lembramos momentos de risos e gargalhadas e parece por vezes que estamos numa verdadeira guerra MAS, quer chova ou faça sol, com mais ou menos cansaço, nenhum membro desta família, de linhagem e de afectos estará jamais sozinho. Por estrada, por água ou por mar, haverá sempre um caminho.

 

Não é um Baptizado, que se festeja ou uma comunhão.

Festeja-se apenas a ocasião. A oportunidade de estarmos todos juntos e o haver sempre sempre pretextos para o fazer. E sorrir. Ficar cansados! E sentir saudades. E recomeçar!

 

 A minha família é louca. Mas ainda bem. Assim estou sempre enquadrada e, da loucura à felicidade vai sempre a mesma distância, a de um sorriso, e um passo de dança…

 

OBRIGADA 

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