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Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Dá-me um abraço.

Setembro 04, 2012

 

Pode ser pequeno e imperfeito.

Posso nem encostar a cabeça ao teu peito.

 

Mas dá-me um abraço. Porque à força de certezas matámos todos os “se” e os “se” são portas de esperança, caminhos de possibilidade. São grávidos de antecipação, imaginação, maduros de coragem. São luzes que se acendem à noite, quando o mundo escurece e se fecha, faróis num mar negro de fúrias alvas, pedras brancas que se deixam cair, para se manterem erguidos os braços, abrindo caminho.

Preso a cada “se” vem um sorriso, um suspiro ou um anseio. Vem saudade, vem vontade, vem desejo. Preso a cada "se" vem um fio de coragem. De cada “se” pode nascer um laço, um abraço, um libertar. Em cada “se” vive uma certeza, quieta, adormecida, expectante e delicada. Por detrás de cada “se” há um coração que perde o compasso, que voa alto, alto, pelo espaço…

De cada “se” deixado a vaguear nasce a certeza de que há, haverá, passe o tempo que passar, algo porque que sonhar, viver, vibrar, todos os dias.

 

Pode ser um abraço. Pequeno. Imperfeito.  {#emotions_dlg.orangeflower}

Abraça-me

Fevereiro 12, 2008

Photobucket

 

 

 

Abraça-me como o vento de verão se enrola,

Aquecendo cada recanto da alma, sorrindo com calma

Abraça-me e embala o meu sono

Herói incontestado de sonhos sem dono

Abraça-me nas noites frias em letras de fogo

Num entretecer de silêncios em diálogo

Abraça-me sem pedir troco,

Dando infinitos de ternura que sabem a pouco

 

 

Abraça-me, sol de fim do dia

Criando suspiros, mestre de magia

Abraça-me quando a noite escurece,

Quando o tempo se apaga e tudo arrefece

Abraça-me respirando devagar

A mão no meu cabelo, o peito a ofegar

Abraça-me e afaga a minha vida,

Faz dela uma teia frágil e colorida

Onde se tecem fios longos de amar.

 

 

Abraça-me na despedida, quando a lua se volta a deitar

Preso ao fio de regresso, que fiamos de noite ao luar

Abraça-me nas águas revoltas de um rio por conquistar

Entre salpicos e ramos que atrasam o chegar

Abraça-me a fogo lento, ao serão, devagar

Com torrradas e chá quente a fumegar

Abraça-me na distância, que me permite sonhar

E fazer deste abraço, o único em que quero acordar.

   

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