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Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Lazy Cat

No meu cérebro vive um caos sinfónico de ideias desordenadas. Num harém simbólico, todas concorrem -APENAS- pelo teu olhar deslumbrado...

Viagem

Março 23, 2008

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Deslizo devagar por vales fumegantes, não tenho pés, não tenho asas, não tenho peso. Ser etéreo de contornos indefinidos, desço na corrente até às cascatas salgadas, Vagueio no ar entre nuvens densas e geladas, provo doces sabores das flores daqui, Mordo sem esforço as frutas dos cumes, aspiro perfumes que nunca antes senti.

Sentada no ponto mais alto observo a vida a passar, correntes de carros, de água, lava incandescente a desaparecer. Vejo o mar revolto e os rios de calma que não se deixam demover de seguir o seu curso, vejo crianças que gritam e pulam, vejo o céu a arder.

Vejo sorrisos em rostos idos, vejo gestos que já esqueci, vejo esperança em rostos escondidos, vejo o tempo que faz de tudo lava, que tudo leva pela frente sem escolher, vejo a noite e a madrugada e o sol que nasce sem se esconder, vejo a lua, iluminada, vejo a Terra a morrer.

Vejo segredos que se guardam em caixas de música, palavras que se deixam de dizer, notas que se soltam de longas melodias, que valem por tudo o que haveria a esconder. Vejo mãos que se perdem e enlaçam, mãos que se prendem e aquecem, esqueço tudo o resto e vejo apenas, mãos que me sabem receber.

Deslizo dos vales fumegantes, todo o meu corpo se encontra em ti, cada contorno do meu ser te procura, se encaixa e reconfigura, perfeita metade de ti. No calor do teu peito reescrevo visitas, guardo memórias, seco lágrimas aflitas, no sabor do teu beijo apago histórias, redefino a vida, reinvento estórias. Viajo no teu corpo ao sabor de mim. Encontro-me, perdida em ti.

 

 

 

 

 

Letra da música aqui

...

Agosto 29, 2007

Sabia que não era aquele o caminho. Não estava onde queria nem a caminhar para lá. Não era a sombra daquelas árvores que queria nem o canto daqueles pássaros. Não era aquele sol nem aquelas praias, que tantos invejavam.
Não queria estar ali!
Portanto, enquanto aos olhos dos outros seguia diáriamenta a rotina imposta, sem pisar fora do trilho, ia construindo caminhos. Possibilidades, hipóteses, sonhos, ideiais, tudo servia para marcar no mapa o caminho desejado. E os dias iam, lentamente, passando. Passaram algumas estações, as árvores cresceram e foram-se fortificando. E ela ali. Onde não queria estar, na rotina pré-estabelecida, a ver a vida passar.
E, num daqueles rasgos de lucidez, que aparecem como um raio de sol extraviado entre as nuvens da tormenta, lembrou-se que a resposta era até 23. E então, com os gestos calmos e seguros de quem sabe que está a dar um passo enorme em direcção ao vazio, abriu o mail e respondeu sim. Simplesmente, agradecendo com as formalidades do costume, deu um passo rumo ao futuro.

Fechou a porta, entrou no carro, verificou que lá cabia tudo o que realmente era importante e, sem perder mais tempo, rodou a chave e foi-se embora.



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